Carta de esclarecimento: A mesa do Senhor e a Unidade do Corpo de Cristo

Carta aos santos em Campina Grande/PB, fevereiro de 2016.


Graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.


Escrevemos está carta buscando comunhão com os irmãos que moram na cidade de Campina Grande/PB, a fim de checarmos os pontos de fé e, desta maneira, prosseguir na comunhão única do Corpo de Cristo. Para tanto, organizamos este texto em cinco tópicos, além das considerações finais, quais sejam:[1] 1. A base adequada da Igreja; 2. Uma questão de base, não de condição; 3. Testes de uma igreja local genuína; 4. A comunhão do Corpo de Cristo; 5.Discernir o Corpo.


TÓPICO 1: A base adequada da Igreja
O Novo Testamento revela que a base da igreja é constituída por três elementos cruciais: a unidade singular do Corpo universal de Cristo, a única base da localidade e a realidade do Espírito da unidade.
O primeiro elemento da constituição da base da igreja é a unidade singular do Corpo universal de Cristo, que se chama “a unidade do Espírito” (Ef 4:3). Foi por essa unidade que o Senhor orou em João 17. É a unidade do mesclar do Deus Triúno processado com todos os crentes em Cristo. Essa unidade está no nome do Pai (Jo 17:6, 11), denotando a pessoa do Pai, na qual está a vida do Pai. Essa unidade está, até mesmo, no Deus Triúno através da santificação feita pela Sua palavra santa como a verdade (Jo 17:14-21). Essa unidade está, enfim, na glória divina para expressão do Deus Triúno (Jo 17:22-24). Tal unidade foi infundida no espírito de todos os crentes em Cristo, quando foram regenerados pelo Espirito de vida com Cristo como a vida divina; essa unidade tornou-se o elemento básico da base da igreja.

O segundo elemento da base da igreja é base singular da localidade em que uma igreja é estabelecida e existe. O Novo Testamento nos apresenta um quadro claro de que todas as igrejas locais, como a expressão da igreja universal – o Corpo universal de Cristo – estão localizadas em suas respectivas cidades. Portanto, vemos a igreja em Jerusalém (At 8:1), a igreja em Antioquia (At 13:1), a igreja em Cencréia (Rm 16:1), a igreja em Corinto (1Co 1:2) e as sete igrejas na Ásia em sete cidades respectivamente (Ap 1:4, 11). Cada cidade como o limite onde a igreja existe é a base local daquela igreja. Tal base singular da localidade preserva a igreja da divisão provocada por muitos assuntos diferentes como bases diferentes tal como as denominações sectárias como os batistas, presbiterianos, luteranos, metodistas e episcopais estão divididas.

O terceiro elemento da base da igreja é a realidade do Espírito da unidade, que expressa a unidade singular do Corpo universal de Cristo na base singular da localidade de uma igreja local. Resumidamente, o terceiro elemento da base da igreja é a realidade do Espírito, que é a realidade viva da Trindade divina (1Jo 5:6; Jo 16:13). É por meio desse Espírito que a unidade do Corpo de Cristo se torna real e viva. É também por meio desse Espírito que a base da localidade é aplicada em vida e não legalmente. E é por meio desse Espírito que a base genuína da igreja está ligada com o Deus Triúno (Ef 4:3-6). (Witness Lee, A Brief Presentation of the Lord’s Recovery, pp. 28-29).

É evidente que o primeiro e o terceiro elemento da base da igreja se referem ao aspecto universal e o segundo elemento se refere ao aspecto local; portanto, percebe-se que para estarmos adequadamente posicionados como uma igreja local genuína, temos que respeitar completamente tanto o aspecto local como universal da base da igreja.
A base da igreja não deve ser meramente local; também deve ser universal. Localmente, a base da igreja é a base da localidade; universalmente, a base da igreja é a unidade genuína. Cristo tem apenas um Corpo. A unidade do Corpo de Cristo é a base universal da igreja.

Suponha que todas as igrejas locais na Coréia são uma entre si, mas que não são uma com as igrejas nos outros continentes. Se este fosse o caso, as igrejas na Coréia teriam a base local, a base da localidade, mas não teriam a base universal, a base da unidade do Corpo. Em todo o universo Cristo tem apenas um Corpo. Todas as igrejas locais nos seis continentes – América do Norte, América do Sul, Europa, África, Ásia e Oceania – são só um Corpo. Essa é a base universal da unidade genuína.

A igreja é uma localmente com base em sua localidade, a cidade, e é uma universalmente com base no único Corpo de Cristo. Essa unidade local e universal é a base genuína da igreja. (Witness Lee, Vital Factors for the Recovery of the Church Life, pp. 52-53).

É importante ressaltar que a base da genuína unidade está no nosso espírito humano regenerado. Se tentarmos permanecer na base da unidade de uma maneira mental sem estar no espírito, tornaremos a base da unidade um fator de divisão.
Mediante a leitura de alguns dos livros que publicamos, alguns amados tomaram o ensinamento da base da localidade. Para eles, contudo, a base da localidade pode ser algo na mente. Dessa maneira, até a base da unidade se torna um fator sectário. A base da unidade é para a unidade, não para divisão, mas se tomarmos a base da unidade na nossa mente e fizermos disso um assunto mental, imediatamente se tornará um fator de divisão. Em vez disso, temos de regressar ao espírito. (…) A restauração só é possível no nosso espírito. (Witness Lee,Enjoying the Riches of Christ for the Building Up of the Church as the Body of Christ, p. 188).


TÓPICO 2: Uma questão de base, não de condição
 A condição de uma igreja local pode mudar, mas o reconhecimento de uma igreja local genuína não se baseia na sua condição, mas no fato de manter a base adequada.
O que preserva uma igreja local de ser dividida é a sua base, não a sua condição. (…) A condição de uma certa igreja pode ser boa, mas isso não garante que a base dessa igreja seja correta. Uma igreja local pode ter uma condição fraca, no entanto, ainda é uma igreja local genuína desde que mantenha a base da unidade genuína do Corpo. Por outro lado, uma igreja local pode ter uma condição boa, mas é uma divisão, uma divisão local, se não se preocupar com a base genuína da unidade do Corpo de Cristo expressa na sua localidade. (Witness Lee, A Brief Presentation of the Lord's Recovery, p. 51).
As sete igrejas em Apocalipse 2 e 3 tinham condições diferentes. Na verdade, cinco dessas igrejas estavam em condições de grande degradação. O Senhor, contudo, reconheceu-as como igrejas locais genuínas não com base na sua condição, mas por estarem na base adequada.

TÓPICO 3: Testes de uma igreja local genuína
Há testes específicos que determinam se uma igreja local é ou não uma igreja local genuína. Um grupo de crentes tem de passar nos seis testes antes de ser reconhecido como uma igreja adequada na sua localidade. (Vide Witness Lee, Young People's Training, pp. 185-198; The Spirit and the Body, pp. 210-214; A Brief Presentation of the Lord's Recovery, pp. 52-54)



3.1 Não tem um nome especial
Uma igreja local não deve tomar qualquer nome além do nome do Senhor Jesus, que é o nosso Marido (1Co 1:10; 2Co 11:2). Tomar qualquer outro nome é cometer fornicação espiritual e tornar-se uma denominação.

3.2 Não tem um ensinamento nem práticas especiais
Uma igreja local não deve ter ensinamentos nem práticas especiais. As denominações têm os seus ensinamentos e práticas específicos, tais como lavar os pés, falar em línguas, ou uma determinada maneira de batismo. Elas recebem os crentes com base em determinados ensinamentos ou práticas, não com base na fé no Senhor Jesus Cristo. Se insistirmos em qualquer coisa além da fé cristã comum como a base para recebermos os crentes (Tt 1:4; 2Pe 1:1; Rm 14:1; 15:7), somos facciosos.


3.3 Não tem comunhão especial
Como cristãos fomos chamados à comunhão do Filho de Deus (1Co 1:9). As denominações têm uma comunhão especial que é mais limitada do que a comunhão do Filho de Deus. Aqueles que estão em denominações se limitam a ter comunhão com aqueles que guardam as suas doutrinas e práticas privadas e exclusivas. Uma comunhão especial é facciosa e devemos rejeitá-la.

3.4 Não tem uma administração separada
Uma igreja local tem apenas um presbitério com uma administração (At 14:23; Tt 1:5). Um determinado grupo cristão pode não ter um nome em especial, um ensinamento ou prática especial ou uma comunhão especial, mas se tiver a sua própria administração, separada da única administração da igreja na sua localidade, esse grupo é uma divisão e deve ser reconhecido como tal.

3.5 Dispostos a ter comunhão com todas as igrejas locais no Corpo universal de Cristo
Uma igreja local genuína deve permanecer na comunhão universal do Corpo de Cristo, que é a comunhão do Espírito (2Co 13:14). Uma igreja local deve estar disposta a abrir-se à comunhão com todas as outras igrejas locais da terra, para permanecer nessa comunhão. Se uma igreja local se isolar das outras igrejas locais, torna-se uma divisão local.

3.6 Não tem ligações ocultas com organizações
Um grupo pode passar todos os testes anteriores e parecer uma igreja local genuína. No entanto, se esse grupo tiver ligações ocultas com outras organizações, também é sectário, pois seria como uma pipa no ar: alguém no chão está segurando o fio. A altura que a pipa voa não depende dela, mas depende daquele que segura o fio.
A igreja é um candeeiro de ouro puro, mas qualquer grupo que tenha uma ligação oculta com alguma organização não é puro; antes é nebuloso, opaco. A igreja, pelo contrário, tem de ser transparente e clara como cristal. A Nova Jerusalém é clara como vidro (Ap 21:18). Nessa cidade, nada há de opaco (LEE, Witness, O que você precisa saber sobre a igreja).


TÓPICO 4: A comunhão do Corpo de Cristo
A comunhão do Corpo de Cristo é a circulação do Espírito nos membros do Corpo e entre eles, é semelhante à circulação do sangue no corpo humano. Não é uma comunhão especial de uma doutrina ou prática em particular, mas é o fluir da vida divina nos membros do Corpo e entre eles. Se tivermos a prática adequada das igrejas locais, temos de ter um conhecimento adequado da comunhão do Corpo de Cristo.

4.1 A comunhão dos apóstolos

A comunhão do Corpo de Cristo é a comunhão dos apóstolos, que se baseia no ensinamento dos apóstolos e provém do ensinamento dos apóstolos.
A comunhão do Corpo de Cristo é a comunhão dos apóstolos – a comunhão divina entre todos os crentes e o Deus Triúno. A expressão a comunhão dos apóstolos é usada em Atos 2:42: "E perseveravam no ensinamento e na comunhão dos apóstolos". Depois, 1 de João 1:3 diz que a comunhão dos apóstolos não está meramente conosco, crentes, mas também com o Pai e o Filho. Aqui João não mencionou o Espírito diretamente, porque ele estava falando no Espírito. O Espírito já lá estava. A comunhão dos apóstolos é a comunhão do Corpo de Cristo, a comunhão divina entre todos os crentes e o Deus Triúno.
A comunhão dos apóstolos baseia-se no ensinamento dos apóstolos. A comunhão vem sempre depois do ensinamento. Se não houver ensinamento, não há o elemento ou a esfera da comunhão. Na verdade, o ensinamento é o elemento e a esfera da comunhão. Pela misericórdia do Senhor, hoje na restauração do Senhor estamos sob o ensinamento dos apóstolos e na comunhão dos apóstolos. A comunhão da restauração em que estamos é a comunhão restaurada dos apóstolos; essa comunhão perdeu-se, mas foi restaurada. Hoje estamos na comunhão dos apóstolos, que é a comunhão da restauração do Senhor. (Witness Lee, A Brief Presentation of the Lord's Recovery, pp. 38-39).
Qualquer ensinamento que é diferente do ensinamento único dos apóstolos sobre a economia neotestamentária de Deus (1Tm 1:3-4) produz uma comunhão sectária que, por fim, levará à divisão.

4.2 A comunhão da restauração única do Senhor

A comunhão dos apóstolos que desfrutamos é a comunhão para a restauração única do Senhor, na qual há apenas uma obra para levar a cabo o único ministério do Novo Testamento para a edificação do único Corpo de Cristo.
Temos sempre de lembrar-nos que estamos na restauração do Senhor e que a Sua restauração é única. Não há outra restauração, assim como não há outro Corpo de Cristo nem outro Novo Testamento. A comunhão dos apóstolos é a comunhão para a única restauração do Senhor. Quando vemos que na restauração ocorre alguma coisa que não é boa, precisamos ter esse tipo de comunhão e uma atitude adequada. (…) Quando vemos que há alguma coisa errada na restauração ou em alguma igreja local, devemos dar o melhor para ajudar a situação por meio de comunhão para que isso seja melhorado e corrigido. Se houver alguma coisa errada, podemos e devemos ter comunhão e orar juntos e procurar a liderança do Senhor para melhorar a situação para o benefício de todos os santos. Isso será de grande ajuda na restauração do Senhor.
Não devemos ter o conceito de que podemos fazer uma obra específica à nossa maneira na restauração. Podemos ser muito dotados e ter uma grande capacidade para realizar alguma coisa. No entanto, o que fizermos pode ser o mesmo que as pessoas mundanas fazem ao levar a cabo um empreendimento. Temos de perceber que na restauração do Senhor há apenas uma obra. (Witness Lee, A Brief Presentation of the Lord's Recovery, pp. 39-40).

4.3 A necessidade de comunhão entre as igrejas para preservar a unidade universal do Corpo de Cristo

De modo a preservar a unidade universal do Corpo de Cristo, é imperioso que as igrejas desfrutem comunhão umas com as outras, que é desfrutar a circulação da vida divina entre as igrejas. Quando há a circulação adequada, os germes da divisão são tragados e permanecemos numa condição saudável. Se isolarmos a nossa localidade dos outros ou se tivermos territórios separados na obraprovocaremos divisão no Corpo e perderemos o testemunho da unidade.
Todas as igrejas da terra fazem parte da única restauração do Senhor. Não deve haver fronteiras que separem as igrejas umas das outras. Alguns cooperadores, no passado, tiveram o sentimento de que uma determinada região era o seu território. Temos de ver, porém, que não é saudável nem proveitoso na restauração do Senhor que alguém tenha uma fronteira para a sua obra. A única fronteira é a fronteira da restauração. Não devemos dizer: "Esta é a minha igreja. Esta é a minha obra no meu território". Temos apenas uma obra. Essa obra é a obra da restauração que tem por base o ensinamento dos apóstolos. A solução para o problema dos assim chamados territórios e fronteiras entre as igrejas é a comunhão. Não devemos pensar que a vinda dos outros à nossa região pode perturbar a nossa obra. Não temos de defender a nossa obra. A nossa obra é a obra do Senhor, que é a obra de restauração. Precisamos da comunhão adequada entre todas as igrejas em todas as nações e precisamos de uma visão clara acerca do ensinamento dos apóstolos e da comunhão dos apóstolos.

Essa comunhão destina-se a preservar a unidade universal do Corpo de Cristo (Jo 17:11b, 20-23; Ef 4:3-6). Efésios 4:3 exorta-nos a esforçar-nos por preservar a unidade do Espírito. Podemos manter essa unidade, porque ela já nos pertence. Temos essa unidade; por isso, apenas precisamos preservá-la. Por mais fracos que sejamos, ainda temos a unidade. Isso é porque ainda temos a circulação do "sangue", a circulação do Espírito. Se não tivéssemos a circulação, estaríamos espiritualmente mortos. Enquanto tivermos vida, por mais fracos que sejamos, temos essa unidade. Ela pertence a cada crente. O que precisamos depois é apenas preservar a unidade. Quando preservamos a unidade, estamos na comunhão única da restauração do Senhor. (Witness Lee, A Brief Presentation of the Lord's Recovery, pp. 42-43)

4.4 A comunhão das igrejas locais

As igrejas locais são as muitas expressões locais do Corpo universal de Cristo. Embora estejam geograficamente afastadas umas das outras, elas não podem ser divididas. Para manter a comunhão universal do Corpo de Cristo, é necessário que as igrejas locais tenham comunhão com todas as igrejas locais genuínas em toda a terra.
As igrejas locais devem ter comunhão com todas as igrejas locais genuínas em toda a terra para manter a comunhão universal do Corpo de Cristo. Qualquer igreja local que não preserva essa comunhão universal do Corpo de Cristo é sectária e torna-se uma divisão local. Algumas pretensas igrejas locais não são genuínas e tornaram-se divisões; não precisamos ter comunhão com tais "igrejas". No entanto, devemos ter comunhão com todas as igrejas locais genuínas em toda a terra para preservar a comunhão universal do Corpo de Cristo. Caso contrário, já não somos uma igreja, mas uma divisão. Uma igreja permanece no Corpo; uma divisão é um grupo de crentes que se divide do Corpo. Quando o meu braço permanece no corpo, é uma parte do meu corpo vivo. Se for cortado e separado do corpo, torna-se uma coisa morta. (Witness Lee, A Brief Presentation of the Lord's Recovery, p. 44)

TÓPICO 5: Discernir o Corpo.
Para participar da mesa do Senhor, temos de discernir o Corpo e examinar-nos para ver se estamos ligados a alguma divisão. O nosso testemunho depende de discernirmos o Corpo.
A restauração do Senhor não é um movimento nem uma divisão. Todos, de todas as idades, devem estar juntos em harmonia. Não somos uma divisão e não há divisões entre nós. Antes, somos o testemunho do único Corpo e do Espírito. Sempre que vimos para a mesa do Senhor, declaramos a todo o universo que somos um, que saímos da divisão e que não há divisões entre nós. Quando tocamos o pão, que representa o único Corpo de Cristo no universo, temos de ter o testemunho em nossa consciência de que não estamos envolvidos com nenhuma divisão. Se não temos uma consciência clara acerca da divisão quando tocamos a mesa do Senhor, sofreremos, pois comemos e bebemos sem discernir o Corpo. Isso não será proveitoso para nós. Que o Senhor tenha misericórdia de nós para que, sempre que vamos à mesa do Senhor, examinemos a nossa consciência para determinar se estamos envolvidos ou não com alguma coisa sectária.
Uma vez que esta é uma época de confusão e divisão, temos de discernir que grupo de cristãos é o genuíno testemunho do único Corpo. Então, nós próprios temos de ter a certeza de que não temos semente alguma de divisão nem fonte de divisão entre nós. Se não houver divisão entre nós, a nossa consciência estará clara e daremos um forte testemunho do Corpo do Senhor ao universo. Então, a bênção do Senhor estará sobre nós. (Witness Lee, The Spirit and the Body, pp. 215-216).

Considerações finais

O Corpo de Cristo é único e não pode ser dividido (Jo 19: 32-36) e nós temos a alegria e privilégio de testificar dessa unidade nas igrejas. Esse testemunho que damos é único em toda terra, porque é um testemunho que só pode ser dado na base genuína da unidade.
Em Efésios 4:1-3 nos mostra que devemos nos esforçar por preservar a unidade do Espírito (a unidade do Corpo de Cristo). Ora, a prática da unidade é a unanimidade; e a unanimidade é a chave mestra para todas as bênçãos no Novo Testamento (At 1:14; 2:15; 4:24; 5:12; 15:25; Rm 15:6). Entende-se unanimidade como sendo uma postura.
Se observarmos a experiência de Jônatas, no Antigo Testamento, perceberemos que ele viu que Davi era o ungido do Senhor e foi um com Davi até certo ponto, mas por causa de afeição natural, permaneceu com Saul; e o seu fim foi a morte. Irmãos, Jonatas viu a verdade e não foi fiel a ela, em Provérbios 23:23a afirma: “Compra a verdade e não a vendas”. Que o Senhor nos revele a Sua igreja e que a nossa postura seja estar em unanimidade, porque temos uma única visão, a visão da economia eterna de Deus (At 1:14; 1Co 1:9-10; Jr 32:39). Sejamos fieis a esta verdade (Pv 23:23)!
Por isso, rogamos aos irmãos que estejam abertos a comunhão para juntos observarmos os pontos de fé, indispensáveis para permanecermos na linha central da Economia de Deus. Caso contrário, nós seguiremos o nosso Senhor na restauração que Ele mesmo está realizando.
Importa destacar que, após muita comunhão e oração, resolvemos perseverar no partir do pão[2] (At 2:42, 46), restaurando a mesa do Senhor como prática instituída pelo Senhor Jesus como forma de recordarmos dEle e de tudo que Ele planejou e realizou por nós, dando o testemunho da unidade nesta cidade (I Co 11:23-25).
Por tanto, estamos enviando esta carta como convite à comunhão com os santos locais, para que em comum acordo possamos preservar a unidade universal do Corpo de CristoAntes de estabelecermos a mesa do Senhor, queremos ter comunhão presencial com os irmãos, estamos abertos a que marquem um horário e lugar.

Na comunhão do Corpo de Cristo, assinam e dão fé os irmãos:








[1] Baseamo-nos no livro: A Mesa do Senhor e a Unidade do Corpo (Tony ESPINOSA; Bob DANKER: 2009).
[2] Data prevista para partir o pão dia 27 de março de 2016.

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