quinta-feira, 30 de junho de 2016

A VIDA CRISTÃ QUE DEUS ORDENOU [PARTE III]

Uma Vida que Contagia os Outros

No último dia, o grande dia da festa, pôs-se em pé Jesus e clamou: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva (João 7:37-38).

Do interior de quem fluirão rios de água viva? Não fluirão somente dos cristãos especiais ou dos apóstolos Paulo, Pedro e João, mas de todos os que crêem, de homens comuns como nós. É do interior de homens comuns como nós que fluirão rios de água viva. Quando as pessoas têm contato conosco, devem encontrar satisfação e deixar de ter sede. Tive uma amiga que, com o simples contato que tinha com as pessoas, fazia com que percebessem a vaidade do mundo, a tolice da ambição e a insipidez da avareza. É possível que naquela ocasião alguém se sentisse insatisfeito por alguma coisa. Porém, tão logo tinha contato com ela, percebia que o Senhor é suficiente e satisfaz. Por outro lado, talvez alguém estivesse contente com algo, mas quando tinha contato com ela, descobria que aquilo não tinha valor. O Senhor disse que quem crê Nele, de seu interior fluirão rios de água viva. Essa deve ser a experiência regular pertinente a todos os cristãos comuns. Não estou falando da experiência de cristãos especiais, mas da experiência de todos os cristãos em geral. Irmãos e irmãs, quando os outros se relacionam conosco eles deixam de ter sede ou permanecem sedentos? Se os outros se queixam de seus sofrimentos e nós também, se outros se sentem tristes e nós fazemos o mesmo, e se outros confessam seus fracassos e nós os nossos, então já não somos rios de água viva mas um árido deserto. Faremos secar até a erva verde de outros. Quando isso acontece conosco, alguém está errado: ou Deus ou nós. Mas, uma vez que Deus não pode errar, sem dúvida nós é que estamos errados.


Extraído do livro: A vida que vence

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A VIDA CRISTÃ QUE DEUS ORDENOU [PARTE II]

Uma Vida que Tem Plena Satisfação no Senhor

Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der, de modo nenhum terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que Eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna (João 4:14).

Quão preciosas são essas palavras! Elas não se referem a um tipo de cristão em particular. Não dizem que só os que têm recebido graça especial do Senhor é que podem ter uma fonte de água que jorre para a vida eterna. O Senhor disse isso à mulher samaritana, alguém que Ele não conhecia. Disse-lhe que se ela cresse, receberia água viva. Essa água seria nela uma fonte a jorrar para a vida eterna. Irmãos e irmãs, que significa ter sede ? Se alguém tem sede significa que não está satisfeito. Os que bebem da água que o Senhor lhes dá jamais terão sede. Agradeçamos e louvemos ao Senhor! Um cristão é alguém que não apenas se conforma com a situação, mas está sempre satisfeito. Não é suficiente que o cristão se conforme, porque o que Deus nos dá satisfaz-nos eternamente. Mas quantas vezes temos caminhado nas grandes avenidas comerciais sem sentir-nos sedentos? Temos sede ao caminhar diante das grandes lojas? Se desejamos isto ou aquilo, por acaso isso não é ter sede? Porventura temos sede quando olhamos nossos colegas e companheiros de estudo e invejamos o que eles têm? Mesmo assim, o Senhor disse: "Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der, de modo nenhum terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que Eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna". O que Ele nos dá é um tipo de vida; porém, o que experimentamos é diferente. O Senhor nos disse que Ele é tudo que necessitamos, mas nós dizemos que Ele não é suficiente. Precisamos de outras coisas para poder ficar satisfeitos, mas Ele diz que Ele nos basta. É o que recebemos do Senhor que está errado ou é nossa experiência que está errada? Um dos dois deve estar errado. Não é possível que o Senhor emita para nós um cheque sem fundos. O que Ele promete, Ele certamente dará. Nossa experiência passada é expressa nas palavras de um hino: "Antes meio salvo" (Hinos 253, estrofe 2). Por que o Senhor disse que o crente jamais terá sede? Porque é diferente em seu interior. Em seu interior há novas exigências e novas satisfações. Irmãos e irmãs, vivemos diante de Deus e O servimos em santidade e justiça todos os nossos dias? Vivemos diante de Deus cada dia em santidade e justiça como disse o sacerdote Zacarias em Lucas 1:75? Temos algo que jorra do nosso interior constantemente e satisfaz a sede de outros? Em chinês existe a expressão wu-wei, que significa "não fazer nada". Os cristãos devem ser os que não pedem nada. Podemos dizer que o Senhor é suficiente para nós. Será que estamos satisfeitos unicamente com o Senhor? Estamos de fato satisfeitos somente com o Senhor Jesus? Se não estamos, isso indica que algo anda errado em nosso viver.


Extraído do livro: A vida que vence

terça-feira, 28 de junho de 2016

A VIDA CRISTÃ QUE DEUS ORDENOU [PARTE I]


De acordo com Deus, que tipo de vida um cristão deve levar? Não nos referimos aqui a cristãos mais experimentados, mas a todos os cristãos, os que foram salvos e regenerados e receberam a vida eterna. Que tipo de vida devem levar? Somente depois de sabermos isso é que veremos o que nos falta. Que a Bíblia diz acerca da vida cristã? Examinemos alguns trechos da Bíblia.
  
Uma Vida Livre de Todos os Pecados

Ela dará à luz um filho, e O chamarás pelo nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21).

Nosso mau gênio está nos atormentando? Continuamos atados aos nossos pecados e enredados pelos nossos pensamentos?
Somos tão orgulhosos e tão egoístas como antes? Continuamos sendo os mesmos ou já fomos libertados do pecado? Muitas vezes dei o seguinte exemplo: há diferença entre uma bóia e um barco salva-vidas. Quando um homem cai na água e alguém lhe atira uma bóia, ele não se afogará se se agarrar a ela, porém não sairá da água. Não afundará, todavia não poderá sair da água.
Não estará morto, porém também não estará vivendo. O barco salva-vidas é diferente. Ao entrar no barco salva-vidas, a pessoa que estava em perigo de afogar-se sai da água. A salvação que o Senhor nos proveu não é a salvação da bóia, mas a do barco. Ele não irá até a metade do caminho deixando-nos entre a vida e a morte. Ele salvará o Seu povo dos seus pecados. Ele não nos deixa nos pecados. Portanto, a salvação descrita na Bíblia nos salva do pecado. Apesar disso, mesmo que já tenhamos crido, não somos salvos do pecado; ainda vivemos nele. Por acaso a Bíblia está equivocada? Não, não há nada equivocado na Bíblia; é nossa experiência que está equivocada.
Que outra coisa fez Jesus quando veio a nós? Que diz a Bíblia a respeito de Sua obra? Vamos prosseguir.

Uma Vida que Tem Comunhão íntima com Deus
Lucas 1:69 diz: "E nos suscitou um chifre de salvação na casa de Davi, Seu servo". Os versículos 74 e 75 dizem: "De conceder-nos que, livres da mão de inimigos, O servíssemos sem temor, em santidade e justiça perante Ele, todos os nossos dias". Deus suscitou para nós um chifre de salvação na casa de Davi. Já temos esse chifre. Que fez esse chifre de salvação por nós e até que ponto nos livrou? Ele nos livrou da mão de nossos inimigos. Que tipo de vida Ele deseja que vivamos depois de libertados? Depois de libertados da mão de nossos inimigos, será que Ele está somente interessado em que O sirvamos em santidade e justiça? É só isso que Ele deseja? Se é assim, nós O serviremos em santidade e justiça apenas algumas vezes. Mas agradeçamos e louvemos ao Senhor porque Sua Palavra diz que devemos servi-Lo em santidade e justiça todos os nossos dias. Devemos servir em santidade e justiça enquanto vivermos. Esse é o tipo de vida que Deus ordenou para nós. Devemos servi-Lo em santidade e justiça todos os nossos dias. É claro que para vergonha nossa temos de admitir que não O temos servido em santidade e justiça todos os nossos dias, mesmo que Deus já nos tenha libertado da mão de nossos inimigos. Ou o que a Bíblia diz está errado ou é nossa experiência que está. A única maneira de nossa experiência estar correta é a Bíblia estar errada. Antes eu me perguntava que tipo de vida a Bíblia espera de um cristão. De acordo com ela, todo aquele que é salvo deve servir ao Senhor em santidade e justiça todos os seus dias. Se a Bíblia estiver errada, nossa experiência poderá ser justificada; mas se ela não está errada, então é nossa experiência que deve estar.

Extraído do livro: A vida que vence


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Nossa Experiência [Parte IV]

SEJAMOS FRANCOS E NÃO NOS ENGANEMOS A NÓS MESMOS


Precisamos orar a Deus e pedir-Lhe que não nos deixe enganar-nos a nós mesmos. Deus só pode abençoar um tipo de pessoa: as que são francas diante Dele. Na pregação de Filipe vemos que a benção de Deus só chega quando a mentira é detida. Devemos dizer: "Oh! Deus, menti para Ti; perdoa-me". Quando oramos dessa maneira, o Senhor imediatamente nos abençoa. Irmãos e irmãs, talvez vocês tenham dito: "Oh! Deus, satisfaze-me". Mas precisamos entender que os que estão insatisfeitos não necessariamente têm fome. Para poder ser satisfeitos, devemos ter fome. Quando o filho pródigo abandonou a seu pai e desperdiçou todos os seus bens, desejava satisfazer-se com as alfarrobas que os porcos comiam. Ninguém lhe deu nada. Isso é estar insatisfeito. Alguns estão diariamente insatisfeitos e procuram encher o ventre com alfarrobas. Uma coisa é estar insatisfeito e outra é ter fome. Como podemos estar satisfeitos se somos frágeis e caímos constantemente? Embora não estejamos satisfeitos, enchemo-nos de coisas e vivemos esse tipo de vida dia após dia. Não basta estar insatisfeitos, precisamos também ter fome. O Senhor só pode abençoar um tipo de pessoa nesta conferência: as que têm fome. Deus não promete satisfazer aos insatisfeitos. Irmãos e irmãs, deixemos todas as mentiras. Já temos mentido a Deus por muito tempo. Temos fracassado! Temos fracassado diante de Deus! Fazer esta confissão diante dos homens é uma glória para o nome de Deus. Dêem graças a Deus e louvem-No. Todos os que são francos serão abençoados. Dêem graças ao Senhor e louvem-No. Creio que muitos nesta oportunidade terão um encontro com Deus e Deus os abençoará.

Extraído do livro: A vida que vence

domingo, 26 de junho de 2016

Nossa Experiência [Parte III]

VENCER É NECESSÁRIO E POSSÍVEL

Irmãos e irmãs, se vocês descobrirem que têm algum dos pecados mencionados, certamente precisam vencer. Não sei quantos desses oito tipos de pecados você cometeu. Talvez apenas um ou dois; talvez mais. Mas Deus não permitirá que nem um, dois ou mais pecados o enredem. É provável que você observe alguns defeitos em um irmão, que detecte imperfeições em outro ou algumas falhas em um terceiro. Mas é errado ter tantas falhas. Devemos dar graças ao Senhor e louvá-Lo porque todos os pecados estão debaixo de nossos pés. Demos graças ao Senhor e louvemo-Lo. Não há pecado, por maior que seja, que sejamos obrigados a cometer. Demos graças a Deus e louvemo-Lo. Não há tentação tão grande que não possa ser vencida.
A vida que o Senhor ordenou para nós é uma vida de comunhão ininterrupta com Deus. Todo cristão pode fazer a vontade de Deus e pode ser totalmente livre de seus afetos naturais. Todo cristão pode vencer o pecado completamente e também seu caráter. O cristão pode consagrar tudo a Deus e ser libertado do amor que tem ao pecado. Demos graças a Deus e louvemo-Lo. Essa não é uma vida idealista; é uma vida que pode ser plenamente praticada.


Extraído do livro: A vida que vence

sexta-feira, 24 de junho de 2016

NOSSA EXPERIÊNCIA [Parte II - Continuação...]

OITO TIPOS DE FRACASSO NO CRISTÃO

Que tipo de vida vivemos? Uma vida escravizada pela lei do pecado. "Pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo" (Rm 7:18). Nossa vida é uma vida de fracassos, pois está escravizada pelo pecado. Deus nos deu uma vida muito elevada, mas nós vivemos uma vida de fracassos. De acordo com a nossa experiência e o registro das Escrituras, um cristão tem oito tipos de fracassos, ou seja, oito tipos de pecados.

5. Pecados na Predisposição
A predisposição natural do homem está relacionada com seu caráter. De fato, é o que o caracteriza. Toda pessoa nasce com certa predisposição natural. O Senhor não veio apenas livrar-nos do pecado, mas também das nossas inclinações. Alguns nascem obstinados; outros, muito legalistas. Outros são muito frágeis e temem assumir qualquer responsabilidade. Alguns talvez não sejam tão rigorosos ou bonzinhos; são, no entanto, como os que gostam de se exibir. Onde estão, querem ser notados. Outros são muito retraídos. Eles não gostam de ser notados onde estão. Sempre procuram um canto onde sentar-se. Alguns irmãos são muito rápidos para tudo, enquanto outros são muito lentos. Alguns gostam de falar muito. Outros são muito levianos quanto aos fatos, assim que ficam sabendo de algo, correm para contar aos demais.
Senti-me obrigado a falar desses assuntos porque o andar diário dos cristãos de hoje está longe de expressar a Deus. Alguns irmãos somente vêem as falhas dos outros; e são incapazes de apreciar as virtudes dos demais. De sua boca só saem palavras de críticas. Em certa ocasião, um irmão do norte da China conseguiu vencer nessa área. Antes não podia evitar notar as falhas nos outros. Quando uma pessoa vinha a ele, esse irmão mencionava seis ou sete defeitos que notava na pessoa. Quando outro se aproximava, ele também encontrava nesse outro seus seis ou sete problemas. Eu lhe disse que a razão pela qual ele via tantos problemas nos outros era porque ele mesmo era o problema. Essa era sua inclinação natural. Irmãos e irmãs, todas essas coisas são pecados. Todo cristão vencedor vive acima delas todas, e não debaixo delas.

6. Falta de Disposição para Obedecer à Palavra de Deus
Não apenas temos os pecados no lado negativo: a Bíblia nos mostra que ser negligente diante de Deus em nossa intenção de obedecer à Sua palavra também é pecado. Irmãos e irmãs, quantos mandamentos de Deus vocês têm lido, e a quantos têm obedecido? Quantos maridos amam a mulher e quantas mulheres se submetem ao marido? Quantos cristãos percebem que estar tristes é pecado? A Bíblia diz que devemos regozijar-nos sempre. Quantos cristãos têm obedecido a esse mandamento? Devemos ver que estar triste é pecado. Todos os que não se regozijam, pecam. O mandamento de Deus diz que por nada devemos estar ansiosos. Se estamos cheios de ansiedade, temos pecado. De acordo com o mandamento de Deus, estar triste e ansioso é pecado. Claro que, de acordo com o homem, estar triste ou ansioso não é pecado, mas a Palavra de Deus diz que a tristeza e a ansiedade são pecados.
Devemos em tudo dar graças. Deus manda que demos graças em tudo. Em tudo devemos dizer: "Deus, eu Te agradeço e Te louvo". Mesmo que encontremos dificuldades devemos dizer: "Deus, eu Te agradeço e Te louvo". Em tudo dar graças, mais ainda, é um mandamento de Deus. A vitória e a força nos capacitam para obedecer o que Deus manda.

7. Deixar de Dar a Deus o que Ele Exige
Deus requer que nos consagremos a Ele absolutamente e exige que Lhe consagremos nossa esposa e nossos filhos. Também requer que Lhe consagremos nossas atividades e todo nosso dinheiro inteiramente a Ele. Eles não tomam o que Deus lhes deu para esbanjar no mundo. Eles consagraram a própria vida ao Senhor. Todos, que temem consagrar a Deus seus pertences, seus bens materiais e seus relacionamentos com os outros, ainda não venceram. Quanto mais uma pessoa se consagra a Deus, mais força tem. Aqueles que se consagram a Ele voluntariamente parecem motivar Deus a tomar mais ainda. É como se dissessem a Deus: "Por favor, toma mais". Uma vida consagrada é uma vida de gozo, uma vida de poder. Se uma pessoa não se consagra a Deus, não só peca mas também carece de poder.

8. Estimar a iniquidade e não se arrepender de pecados que devem ser confessados

Muitas pessoas puseram um fim a muitos desses assuntos, mas em seu coração não estão dispostas a reconhecer que as coisas que têm eliminado são pecados. De acordo com Salmos 66:18, eles têm "guardado a iniquidade" (IBB-Rev.) no coração. O coração deles ama esses pecados e, portanto, eles não estão dispostos a abandoná-los. Não só têm o desejo mas também certo apreço por essas coisas; têm consideração por elas e se recusam a deixá-las. Há uma estima secreta pelo pecado, um coração que resiste a reconhecer os pecados como tais. Ainda que nunca reconhecêssemos nosso amor por essas coisas e ainda que nossos lábios jamais dissessem que as amamos, nosso coração vai atrás delas antes que nossos pés as sigam. Muitas vezes o pecado não é uma questão de comportamento exterior, mas de um amor no coração. Se temos iniquidades que estimamos em nosso coração, necessitamos vencê-las.
Irmãos e irmãs, por quantos pecados nosso coração ainda sente apego? Quantos pecados ainda não temos trazido à luz? Se temos algum pecado, temos de vencê-lo. A menos que os vençamos, não poderemos prevalecer sobre eles.

Extraído do livro: A vida que vence

quinta-feira, 23 de junho de 2016

NOSSA EXPERIÊNCIA [Parte II]

OITO TIPOS DE FRACASSO NO CRISTÃO

Que tipo de vida vivemos? Uma vida escravizada pela lei do pecado. "Pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo" (Rm 7:18). Nossa vida é uma vida de fracassos, pois está escravizada pelo pecado. Deus nos deu uma vida muito elevada, mas nós vivemos uma vida de fracassos. De acordo com a nossa experiência e o registro das Escrituras, um cristão tem oito tipos de fracassos, ou seja, oito tipos de pecados.

1.Pecados Espirituais
O orgulho é um pecado espiritual. A inveja é um pecado espiritual. A incredulidade é um pecado espiritual. Apontar os erros dos outros é um pecado espiritual. Falta de oração é um pecado espiritual. Duvidar de Deus é um pecado espiritual e deixar de comprometer-se com Deus também é um pecado espiritual. Algumas pessoas são vitoriosas em assuntos espirituais, mas os que experimentam derrota nesses assuntos são ainda mais numerosos.
Muitas pessoas não têm uma vida ou comunhão adequada com Deus. Dia a dia vivem de maneira descuidada. Gastam os seus dias sem orar ou ler a Bíblia, sem ver a face de Deus ou ter comunhão com Ele. Eles até mesmo gastam os seus dias amedrontados com o pensamento de ter comunhão com Deus. Essa é uma vida sem Deus, isto é, ímpia. Temos cometido pecado, temos tido fracassos e não temos vivido uma vida espiritual. Muitos de nós nunca foram diligentes em aprender as devidas lições de negar o ego.

2. Pecados da Carne
Não é só pecados espirituais que existem; há também pecados da carne. O adultério é um pecado da carne, os olhos cobiçosos são um pecado da carne e os relacionamentos pessoais inadequados também são pecados da carne. Muitos têm fracassado nessas questões. Muitos são os que pecam com os olhos porque estes não foram controlados. Muitos são inconvenientes em seu relacionamento com os amigos. Esses são pecados da carne; são pecados da conduta de alguém. Alguns pecados não têm nada a ver com o corpo, enquanto outros, sim.
Irmãos e irmãs, os seus olhos têm sido disciplinados? Admito que hoje em dia existem muitas oportunidades para pecar com os olhos. Vocês precisam cuidar desse assunto diante do Senhor. Há muitos cristãos que nunca experimentarão a vida vencedora de Deus sem que seus olhos sejam disciplinados pelo Senhor.
A amizade é outra coisa à qual devemos dar cuidadosa atenção. Um irmão poderia manter uma amizade além dos limites com um incrédulo. De acordo com o mundo isso não seria pecado; mas, de acordo com a vida que Deus designou para um cristão, esse tipo de amizade é pecado. Isso serve também para as irmãs. Um missionário ocidental uma vez disse que alguns incrédulos tentaram ter uma amizade especial com ele; quando percebeu que aquilo era pecado, ele rejeitou tal amizade.

3. Pecados da Mente
Além dos pecados espirituais e dos pecados da carne, há também os pecados da mente. Muitos são os que não têm pecados espirituais e até certo ponto sua carne já foi eliminada. Mas mesmo assim não conseguem obter vitória sobre seus pensamentos. Alguns têm uma mente que divaga; a mente de outros fica girando em círculo vicioso; outros têm mente instável. Já existe mente que é impura e está cheia de ilusões. Alguns estão cheios de dúvidas; outros estão obcecados por conhecimento: querem saber tudo e não se satisfazem até que o consigam. Os que têm tal tipo de mente ainda não experimentaram a vida vencedora. Não devemos pensar que não temos nada de mal em nós. Muito poucos são os que experimentam uma verdadeira vitória sobre seus pensamentos. Pelo contrário, muitos são os que têm pensamentos vagueantes, errantes e instáveis. Ter pensamentos que divagam é um problema sério, mas ter pensamentos impuros é ainda pior. Alguns têm pensamentos impuros que persistem tenazmente na mente. 
A imaginação tem causado dano a muitos cristãos. Nossa imaginação frequentemente nos perturba; no entanto, ainda continuamos pensando que podemos discernir o coração dos outros. Devemos reconhecer que só o Senhor pode sondar "mentes e corações" (Ap 2:23). Muitos têm conceitos formados sobre a forma de ser dos outros. Assim, todos temos pecado em nossos pensamentos; temos julgamentos em demasia; temos ilusões demais. Irmãos e irmãs, temos de nos achegar ao Senhor e tirar do caminho todas estas coisas. Se não resolvermos o problema dos nossos pensamentos, não poderemos ter uma vida de vitória em Deus.

4. Pecados do Corpo
Há também os pecados relacionados com o corpo. Não necessariamente são coisas impuras. Alguns dão atenção em demasia à comida; para outros, dormir é uma coisa sagrada. Alguns se preocupam exageradamente com a saúde ou o trato pessoal; outros estão presos ao hábito de constantemente petiscar; e outros amam demasiadamente o próprio corpo. Todas essas coisas são pecados diante do Senhor, pois escravizam ao corpo. Paulo disse: "Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão" (1 Co 9:27). Ele reduzia seu corpo à escravidão. Não sujeitar nosso corpo à escravidão é pecado. O corpo deve ser submetido à nossa servidão. Muitos têm sacrificado seu tempo de oração de manhã pelo sono. Muitos têm cedido à comida o tempo que deveriam gastar na Palavra. Muitos são incapazes de servir ao Senhor porque dão muita atenção ao petiscar ou à aparência exterior. Ser descuidados nessas áreas e não restringir-nos é pecado.


Extraído do livro: A vida que vence

quinta-feira, 9 de junho de 2016

NOSSA EXPERIÊNCIA [ Parte I]


 Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.
(Romanos 7:21)
Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus. (Romanos 3:23)


A VIDA QUE DEUS ORDENOU PARA O CRISTÃO

A Bíblia nos mostra que Deus ordenou para o cristão uma vida de pleno gozo. Essa vida tem completa paz, não tem barreiras em sua comunhão com Deus e, de modo nenhum, é contrária à vontade de Deus. A vida que Deus preparou para o cristão não tem sede das coisas do mundo, aparta-se do pecado e tem vitória sobre ele. É uma vida santa, poderosa e vitoriosa; conhece a vontade de Deus e tem comunhão com Ele ininterruptamente. Essa é a vida que Deus ordenou para o cristão nas Escrituras.
Deus ordenou uma vida que está oculta com Cristo em Deus. Que pode atingir essa vida? Que a pode afetar ou abalar? Assim como Cristo é inabalável, nós somos inabaláveis. Assim como Ele transcende todas as coisas, também nós transcendemos. Nossa posição diante de Deus é a mesma que Cristo tem diante de Deus. Nunca devemos pensar que estamos destinados à fraqueza e ao fracasso. Na Bíblia, não há lugar para tal pensamento em relação a um cristão. Colossenses 3:4 diz: "Cristo, que é a nossa vida". Cristo está muito acima de todas as coisas. Nada pode afetá-lo. Aleluia! Essa é a vida de Cristo!
A vida que Deus determina para o cristão é cheia de paz e gozo; é cheia de dinamismo, vitalidade e cheia da vontade de Deus. Mas, que tipo de vida nós vivemos? Se não estamos vivendo a vida que Deus determinou, precisamos vencer isso e romper as barreiras nessa questão. Conseqüentemente, necessitamos examinar nossa experiência hoje. Esse não é um tema fácil de abordar. Algumas de nossas experiências podem ser bem lamentáveis. No entanto, quando nos humilharmos, veremos nossa falta; somente então Deus nos concederá graça.

Extraído do livro: A vida que vence

quarta-feira, 8 de junho de 2016

1 Coríntios 13:1-13


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

segunda-feira, 28 de março de 2016

TER OS OLHOS DO NOSSO CORAÇÃO ILUMINADOS [Parte IV]

Ver a Suprema Grandeza  do Poder de Deus

O terceiro item que Paulo orou para nós vermos é “a suprema grandeza do Seu poder” (Ef 1:19). Esse é o poder que Deus tem trabalhado em Cristo para fazer quatro coisas: 1) ressuscitá-Lo dentre os mortos (v. 20); 2) fazendo-O assentar à direita de Deus (v. 20); 3) sujeitar todas as coisas debaixo dos Seus pés (v. 22); e 4) fazer desse Cristo a Cabeça sobre todas as coisas para a igreja (v.22).  
Todos nós temos que ver a suprema grandeza desse poder o qual Deus trabalhou em Cristo. Esse é o poder que venceu a morte, a sepultura, e o Hades ao ressuscitar Jesus dentre os mortos, que assentou Cristo à direita de Deus nos céus acima de tudo, que sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés, e que O deu para ser a Cabeça sobre todas as coisas para a igreja. Esse grande poder é para nós que cremos. Precisamos conhecer esse poder porque o resultado proce-dente deste poder é a igreja.
Não é meramente porque fomos salvos e nos reunimos que somos a igreja. Não podemos dizer que isso é errado, mas isso é uma compreensão muito superficial. Precisamos ver que a igreja normal, genuína, adequada e real vem desse grande poder.
Se você tem o poder que ressuscitou Cristo, que O assentou à direita de Deus, sobre todas as coisas, que sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés, e que deu a Ele o encabeçamento universal, você tem a igreja. Essa igreja é o Corpo de Cristo, "A plenitude Daquele que a tudo enche em todas as coisas” (v. 23).  
Cristo, que é o Deus infinito e ilimitado, é tão grande que Ele enche tudo em todas as coisas. Tal grande Cristo necessita da igreja para ser Sua plenitude para Sua completa expressão. Essa igreja vem à existência não por ensina-mentos, dons, formas, rituais ou organização, mas pelo poder do Cristo ressur-reto, ascendido e entronizado, que agora é a Cabeça sobre todas as coisas para a igreja.
Efésios 1:22 não diz que Cristo foi feito Cabeça sobre todas as coisas para a igreja, mas à igreja. Tudo o que Ele é, alcançou e obteve, é para a igreja.
“À igreja” implica uma especie de transmissão. Tudo que Cristo, a Cabeça, alcançou e obteve é transmitido à igreja, Seu Corpo. Nessa transmissão a igreja compartilha com Cristo todas as Suas conquistas: a ressurreição entre os mortos, assentado em Sua transcendência, sujeição de todas as coisas debaixo dos Seus pés, o encabeçamento sobre todas as coisas. Tal igreja é o Corpo de Cristo, Sua plenitude.
       Todos nós precisamos perceber que nada da nossa vida natural, natureza ou composição, nada do nosso ser natural, faz parte da igreja. Apenas o próprio Cristo que foi trabalhado dentro de nós é uma parte da igreja. Hoje Cristo está nos céus, contudo Ele também está na terra. Ele é como eletricidade. Ao mesmo tempo, a eletricidade está em uma casa numa ponta, e muito distante está um gerador no outro extremo.
      Toda luz e funções dos aparelhos na casa procedem dessa eletricidade. Hoje, Cristo é a eletricidade celestial. Ele está nos céus, contudo Ele também está dentro de nós como a origem para que tenhamos a vida da igreja. Como a eletricidade celestial, Cristo é transmitido à igreja. Temos que perceber que tudo que Deus fez a nós, conosco e em nós é para a igreja.
      Não importa há quantos anos você foi salvo, o quanto você ama o Senhor, quão espiritual você seja, ou quanto crescimento de vida tem, desde que você não é para a igreja, há alguma coisa errada. A intenção de Deus não é meramente nos salvar, nem é meramente para que sejamos espirituais ou amá-Lo. A intenção de Deus é trabalhar o Cristo ressurreto, ascendido e entronizado, que é a Cabeça sobre todas as coisas, em nós para fazer-nos parte da igreja. Todos nós precisa-mos ver a igreja dessa maneira.
Em nossas reuniões precisamos invocar o nome do Senhor. Invocar o nome do Senhor é recebê-Lo, respirá-Lo como o Espírito (Lm 3:55-56; Jo 20:22). Isso fará com que mais de Cristo seja trabalhado em nós, contudo o resultado precisa ser para igreja. Todos nós devemos perceber que o nosso invocar o nome do Senhor, nosso comer, beber e respirar do Senhor, deve ser para a igreja.           
 Na igreja estamos em casa porque a igreja é o nosso destino e também o nosso fim (Ef 2 :19). Isso é porque a igreja também é o destino de Deus, até mesmo a destinação de Deus.Todos nós precisamos de um espírito de sabedoria e revelação para que possamos ver estas três questões: 1) a esperança do chamamento de Deus, que é Cristo; 2) a glória da herança de Deus nos santos, que também é Cristo; e 3) a suprema grandeza do poder que produz a igreja, o poder que ressuscitou Cristo, que O assentou nos lugares celestiais, que colocou todas as coisas debaixo dos Seus pés, e O deu para ser Cabeça sobre todas as coisas para a igreja.

Extraído do livro: As duas maiores orações do Apóstolo Paulo