terça-feira, 18 de novembro de 2014

A Visão de Cristo [Parte I]

Leitura bíblica: Cl 2:16-18a,19; Jo 14:6; 5:39-40; 16:13; 1Jo 5:6; Ef 3:8,18.

I. "Portanto, ninguém vos julgue por causa de comida e bebida ou a respeito de dias de festa, ou lua nova, ou sábados, pois tudo isso é sombra das coisas vindouras, mas o corpo é de Cristo. Que ninguém vos defraude julgando-vos indignos do vosso prêmio" – Cl 2:16-18a: 
  1. Assim como o corpo físico do homem, o corpo em Colossenses 2:17 é a substância, e assim como a sombra de um corpo humano, os rituais da lei são uma sombra de Cristo, que é a substância e realidade do evangelho; Colossenses desvenda esse Cristo todo-inclusivo como o foco da economia de Deus – Cl 1:17a, 18a; 3:11
  2. Diária, semanal, mensal e anualmente Cristo é a realidade de todas as coisas positivas, indicando a vastidão universal do Cristo todo-inclusivo:
    1.     Diariamente, Cristo é nossa comida e bebida para nossa satisfação e fortalecimento – 1Co 10:3-4.
    2.     Semanalmente, Cristo é o nosso sábado para nossa completação e descanso Nele – Mt 11:28-29.
    3.     Mensalmente, Cristo é nossa lua nova como um novo começo com luz nas trevas – Jo 1:5; 8:12.
    4.     Anualmente, Cristo é nossa festa para gozo e desfrute – 1Co 5:8.
    1. O Cristo extensivo, que é cheio de atratividade e rico em magnetismo, é a essência da Bíblia – Lc 24:44; Jo 5:39-40; Mt 1:1; cf. Ap 22:21.
    2. Segundo o contexto, o “prêmio” em Colossenses 2:18 é o desfrute de Cristo como o corpo das sombras; ser defraudado do nosso prêmio é ser defraudado do desfrute subjetivo de Cristo – cf. Gn 15:1; Fp 3:8.
    3. Nossa necessidade é que o Cristo subjetivo se torne nosso desfrute para completar a revelação divina em nós; se somos carentes na experiência e desfrute de Cristo, também o somos quanto à revelação de Deus – Cl 1:25-28.
    4. Tudo o que fazemos dia após dia deve lembrar-nos de Cristo como a realidade daquilo; se seguimos a prática de tomar Cristo como a realidade de todas as coisas materiais em nossa vida diária, nosso andar diário será revolucionado e transformado e seremos cheios de Cristo – 2Co 4:16; Fp 1:19-21a.
    5. Precisamos desfrutar Cristo dia após dia como a realidade de todas as nossas necessidades:
    1.     Cristo é nosso fôlego – Jo 20:22.
    2.     Cristo é nossa bebida – Jo 4:10,14; 7:37-39a.
    3.     Cristo é nossa comida – Jo 6:35, 57.
    4.     Cristo é nossa luz – Jo 1:4; 8:12.
    5.     Cristo é nossa vestimenta – Gl 3:27.
    6.     Cristo é nossa morada – Jo 15:5, 7a; Sl 90:1; 91:1.  


    Extraído da sinopse das mensagens dadas na Conferência e Entremesclar das igrejas no Nordeste (Garanhuns-PE, 15 e 16 de novembro de 2014).

    quinta-feira, 23 de outubro de 2014

    Jovens, reflitam!!

    Eu estava desfrutando de Daniel, capítulo 1, e fiquei maravilhada com a experiência de Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Posso testificar que em minha educação, meus pais sempre mostraram que para servir melhor ao meu Deus, eu preciso estudar e me preparar humanamente falando. O versículo 4 confirma isso, o rei Nabucodonosor mandou que trouxessem jovens dos filhos de Israel "de boa aparência, instruídos em toda sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio". Nós sabemos como Deus usou esses jovens para o Seu proposito!

    Depois o rei determinou a ração diária que esses jovens deveriam comer (finas iguarias da mesa real e o vinho que o próprio rei bebia) - é impressionante como o mundo nos oferece o seu melhor, para nos atrair e contaminar. Sabemos que o alimento é algo imprescindível para a nossa vida e quando o ingerimos, ele passa a constituir o nosso próprio ser. Assim como Daniel, eu resolvo, firmemente, não me contaminar com as finas iguarias reais, nem com o vinho que o mundo oferece (vinho, na Bíblia, representa alegria); antes, quero me alimentar de legumes e água, quero que alimentar do próprio Senhor Jesus, pois Ele é o verdadeiro alimento e a verdadeira bebida (Jo 6:35; 7:37-38). E o mais interessante é que a nossa alimentação (que é algo interior) reflete em nossa aparência (algo exterior) (Dn 1: 12-15), as pessoas conseguem ver a diferença entre uma pessoa que se alimenta de Cristo de uma que se alimenta dos prazeres que o mundo dá.

    Outro ponto que achei lindo foi que, versículo 17 de Daniel 1, Deus deu a estes jovens o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria e entre todos (versículo 18) não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias, pois "em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos de que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino" (versículo 20).

    Mas, eu me pergunto: como posso adquirir esse conhecimento e sabedoria? Que tenho eu de diferente desses quatro jovens? Como posso ter inteligência para servir melhor o Senhor como eles serviram? A resposta é simples: Se alimente de CRISTO! A Bíblia mostra em Provérbios 2: "Filho meu, se ACEITARES as Minhas palavras e ESCONDERES contigo os Meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o teu coração ao entendimento, e, se CLAMARES por inteligência, e por entendimento ALÇARES a voz, se BUSCARES como a prata e como a tesouros escondidos a PROCURARES, então, ENTENDERÁS O TEMOR DO SENHOR e ACHARÁS O CONHECIMENTO DE DEUS. Porque o Senhor dá a sabedoria, e da Sua boca vem a inteligência e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade, guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos".

    Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência (Jó 28:28)

    quinta-feira, 28 de agosto de 2014

    O DUPLO REMÉDIO DE DEUS: O SANGUE E A CRUZ


    Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus (Rm 3:25). Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira (Rm 5:9)Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado (Rm 6:6).

    Os oito primeiros capítulos da Epístola aos Romanos nos apresentam dois aspectos da salvação: primeiro o perdão dos nossos pecados, e depois a liberação do pecado. Porém agora, levando em conta este fato, devemos considerar mais uma diferença.

    Na primeira parte de Romanos 1-8 (versículos de 1:1 até 5:11) menciona-se duas vezes o sangue de Jesus, no versículo 3:25 e no versículo 5:9. Na segunda parte (versículos de 5:12 até 8:38) é introduzida, no versículo 6:6, uma nova idéia, quando nos é dito que nós fomos "crucificados" com Cristo. O tema tratado na primeira seção concentra-se sobre aquele aspecto da obra do Senhor Jesus, que é representado pelo "sangue" vertido pela nossa justificação através da "remissão dos pecados". Esta terminologia já não é utilizada na segunda seção, onde o tema se concentra sobre o aspecto de sua obra, representado pela "Cruz", ou seja, pela nossa união com Cristo em sua morte, em sua sepultura e em sua ressurreição. Esta distinção tem um grande valor. Veremos assim que o sangue tem a ver com o que temos feito, enquanto que a Cruz refere-se ao que somos. O sangue cancela nossos pecados, ao passo que a Cruz se ocupa da origem de nossa natureza pecaminosa. 

    Extraído do livro: A verdadeira vida cristã

    quarta-feira, 27 de agosto de 2014

    O NOSSO DUPLO PROBLEMA: OS PECADOS E O PECADO


     Os primeiros oito capítulos da carta aos Romanos constituem um todo em si mesmo. Os primeiros quatro, junto com os versículos 1-11 do quinto, formam a primeira parte, e os outros três capítulos e meio (5:12 – 8:39) formam a segunda parte deste conjunto. Uma leitura atenta nos mostrará que o argumento tratado na primeira metade é diferente daquele tratado na segunda. Por exemplo, na primeira metade podemos relevar o uso preponderante da palavra "pecados", em plural. Na segunda metade, ao contrário, já não é mais assim, porque enquanto a palavra "pecados" aparece somente uma vez, a palavra "pecado", em singular, repete-se muitas vezes e si constitui no principal tema tratado. Por que acontece isto?
    Porque na primeira parte trata-se dos pecados que eu tenho cometido diante de Deus, pecados numerosos e que podem ser contados; enquanto na segunda, o pecado é examinado como o princípio que opera em mim. Qualquer seja o número de pecado que eu tenha cometido, aquilo que age em mim é sempre o mesmo princípio de pecado. Eu preciso de perdão pelos meus pecados, mas necessito também ser liberado do poder do pecado. O perdão diz respeito a minha consciência, a liberação concerne a minha vida. Posso receber o perdão de todos os meus pecados, mas, a causa do "meu" pecado, não encontro paz duradoura no meu espírito.
    Quando a luz de Deus penetrou pela primeira vez em meu coração, meu primeiro desejo foi o de ser perdoado, porque compreendi que tinha pecado diante dEle; mas depois de ter recebido o perdão dos pecados fiz um novo descobrimento, aquele do pecado, e percebi que não somente havia pecado diante de Deus, mas que dentro de mim existe alguma coisa injusta.
    Descobri a minha natureza de pecador. Existe em mim uma tendência natural para o pecado, um poder superior que me arrasta ao pecado. Quando esta força maléfica se manifesta, eu peco. Posso procurar receber o perdão, mas ainda assim continuarei pecando. A minha vida continua então num círculo viçoso: peco, sou perdoado, porém volto pecar. Alegro-me considerando a bênção do perdão de Deus, mas preciso de alguma coisa a mais: eu preciso da liberação. Necessito do perdão por aquilo que eu fiz, mas preciso também de ser liberado daquilo que eu sou.



    segunda-feira, 25 de agosto de 2014

    2 Coríntios: 1. 2-5

     Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Porque, como as aflições de Cristo transbordam para conosco, assim também por meio de Cristo transborda a nossa consolação

    quinta-feira, 21 de agosto de 2014

    Salmos: 119. 71-77; 80-81; 96-109; 111

     Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos. Melhor é para mim a lei da tua boca do que milhares de ouro e prata. As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me entendimento para que aprenda os teus mandamentos. Os que te temem me verão e se alegrarão, porque tenho esperado na tua palavra. Bem sei eu, ó Senhor, que os teus juízos são retos, e que em tua fidelidade me afligiste. Sirva, pois, a tua benignidade para me consolar, segundo a palavra que deste ao teu servo. Venham sobre mim as tuas ternas misericórdias, para que eu viva, pois a tua lei é o meu deleite. Seja perfeito o meu coração nos teus estatutos, para que eu não seja envergonhado. Desfalece a minha alma, aguardando a tua salvação; espero na tua palavra. A toda perfeição vi limite, mas o teu mandamento é ilimitado. Oh! quanto amo a tua lei! ela é a minha meditação o dia todo. O teu mandamento me faz mais sábio do que meus inimigos, pois está sempre comigo. Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação. Sou mais entendido do que os velhos, porque tenho guardado os teus preceitos. Retenho os meus pés de todo caminho mau, a fim de observar a tua palavra. Não me aparto das tuas ordenanças, porque és tu quem me instrui. Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! mais doces do que o mel à minha boca. Pelos teus preceitos alcanço entendimento, pelo que aborreço toda vereda de falsidade. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho. Fiz juramento, e o confirmei, de guardar as tuas justas ordenanças. Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua palavra.  Aceita, Senhor, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, e ensina-me as tuas ordenanças.  Estou continuamente em perigo de vida; todavia não me esqueço da tua lei.. Os teus testemunhos são a minha herança para sempre, pois são eles o gozo do meu coração

    terça-feira, 19 de agosto de 2014

    A MENTE QUE SE OCULTA POR TRÁS DO SISTEMA

    Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre (1 João 2: 15-17).


    Política, educação, literatura, ciência, arte, lei, comércio, música – são estas coisas que constituem o kosmos, e estas são coisas que encontramos diariamente. Se as subtrairmos, o mundo como um sistema coerente deixará de existir. Estudando a história da humanidade, temos que reconhecer marcante progresso em cada uma dessas áreas. Contudo a questão é: em que direção está seguindo esse progresso? Qual é o objetivo final de todo esse desenvolvimento? No final, conta-nos João, o anti­cristo se levantará e estabelecerá o seu próprio reino neste mundo (1 João 2:18, 22; 4:3; 2 João 7; Ap. 13). Essa é a direção do progresso do mundo. Satanás está utilizando o mundo material, os homens do mundo, as coisas que estão no mundo, para finalmente liderar tudo no reino do anticristo. Naquela ocasião o sistema mundial terá alcançado seu apogeu; e naquela ocasião cada uma de suas unidades será revelada como sendo anticristã.
    No livro de Gênesis, não encontramos no Éden qual­quer alusão à tecnologia, qualquer menção a instrumentos mecânicos. Após a queda, contudo, lemos que entre os filhos de Caim havia um artífice de instrumentos cortantes de ferro e bronze. Alguns séculos atrás pode ter parecido fantástico discernir o espírito do anticristo em ferramentas de ferro, ainda que há muito tempo a espada tem estado em competição aberta com o arado. Porém hoje, nas mãos do homem, os metais têm sido empregados para finalidades sinistras e mortais, e à medida que o final se aproxima, o abuso difundido da tecnologia e engenharia tornar-se-á ainda mais evidente.
    O mesmo se aplica à música e às artes. Pois a flauta e a harpa parecem ter-se originado com a família de Caim, e hoje em mãos não consagradas, sua natureza desafiadora à Deus torna-se mais e mais clara. Em muitas partes do mundo, já há muito tempo pode-se relacionar facilmente um entrosamento íntimo entre a idolatria e as artes de pintura, escultura e música. Não há dúvida de que está chegando o dia em que a natureza do anticristo será revelada mais abertamente do que nunca, através da can­ção, dança e artes visuais e dramáticas.
    Quanto ao comércio, suas ligações talvez sejam ain­da mais suspeitas. Satanás foi o primeiro mercador, negociando idéias com Eva para seu próprio lucro, e na lin­guagem figurativa de Ezequiel 28, que parece revelar algo do caráter original de Satanás, lemos: "Pelo teu comércio aumentaste as tuas riquezas; e por causa delas se eleva o teu coração" (vs. 5). Talvez isto não precise ser debatido, pois muitos de nós prontamente admitimos por experiência própria a origem e natureza satânica do comércio. 
    E quanto à educação? Certamente, protestamos, essa deve ser inofensiva. De qualquer forma, nossos filhos precisam ser ensinados. Porém a educação, não menos do que o comércio e a tecnologia são coisas do mundo. Têm suas raízes na árvore do conhecimento. Com que sinceridade nós, como cristãos, procuramos proteger nossos filhos das ciladas mais óbvias do mundo. E contudo, é absolutamente verdadeiro que temos que proporcionar-lhes educação. Como vamos resolver o problema de deixá-los entrar em contato com o que é essencialmente uma coisa do mundo, e ao mesmo tempo guardá-los do grande sistema mundial e seus perigos?
    E quanto à ciência? Ela, também, é uma das unidades que constituem o kosmos. Ela, também, é conheci­mento. Quando nos aventuramos pelos limites do alcance da ciência, e começamos a especular sobre a essência do mundo físico – e do homem – surge imediatamente a pergunta: até que ponto é legítimo o objetivo da pesquisa e descoberta científica? Onde está a linha de demarcação entre o que é útil e o que é prejudicial no campo do conhecimento? Como podemos nós prosseguir em busca do conhecimento e contudo evitar ser apanhados nas malhas de Satanás?
    Estes, então, são os assuntos que devemos analisar. Sei que para alguns parecerá que estou exagerando as coisas, porém isso é necessário para alcançar minha meta. Pois “se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele" (1 João 2:15). Enfim, quando tocamos as coisas do mundo, a pergunta que sempre devemos fazer a nós mes­mos é: "Como isto afetará meu relacionamento com o Pai?”
    Passou o tempo em que precisávamos ir para o mundo para ter contato com ele. Hoje o mundo vem à nossa procura. Agora existe uma força circulando, a qual está cativando os homens. Jovem, você alguma vez já sentiu o poder do mundo tanto quanto hoje em dia? Já ouviu tantas conversas sobre dinheiro? Já pensou tanto sobre alimento e vestuário? Onde quer que vá, até mesmo entre cristãos, as coisas do mundo são os tópicos da conversa. O mundo avançou até a própria porta da Igreja, e está procurando atrair até mesmo os santos de Deus para o seu domínio. Jamais nessa esfera de coisas necessitamos tanto de conhecer o poder da cruz de Cristo para livrar-nos, como necessitamos na presente época.
    Outrora falávamos muito do pecado e da vida natu­ral. Podíamos facilmente ver neles as consequências espirituais, porém pouco percebíamos então que consequên­cias espirituais igualmente importantes estão em jogo quando tocamos o mundo. Há uma força espiritual por trás desse cenário mundial, a qual, através das "coisas que estão no mundo", está procurando enredar os homens em seu sistema. Portanto não é somente contra o pecado que os santos de Deus precisam estar alertas, mas contra o dominador deste mundo. Deus está edificando a sua Igreja para ter seu apogeu no reino universal de Cristo. Simultaneamente, Seu rival está construindo este sistema mundial para seu fútil clímax no reino do anticristo. Como precisamos ser vigilantes para que em tempo algum, sejamos encontrados ajudando Satanás na construção desse malfadado reino. Quando estamos perante alternativas e uma escolha de caminhos se nos oferece, a pergunta não é: isto é bom ou mau? Isto é útil ou prejudicial? Não, a pergunta que devemos fazer a nós mesmos é: isto é deste mundo, ou de Deus? Pois uma vez que o único conflito existente no universo é esse, então sempre que dois caminhos contrastantes se abrirem à nossa frente, a escolha em questão é nada menos que: Deus... ou Satanás?

    Extraído do livro: Não ameis o mundo

    segunda-feira, 18 de agosto de 2014

    A BOA TERRA, O TEMPLO E A NOIVA.


    O pensamento central das Escrituras é a intenção de Deus de trabalhar-se em nosso interior em Cristo e por meio do Espírito, a fim de que Deus e nós, nós e Deus, possamos ser verdadeiramente um em vida, em natureza e no Espírito. A fim de mostrar isso, Deus usa vários figuras ou símbolos na Bíblia. Primeiramente, Ele usa a figura da boa terra (Êx.3:8; Cl.1:12; 2:6-7). Deus salvou e libertou Israel do Egito e o levou pelo deserto para a terra de Canaã, que era o real desfrute para os filhos de Israel (Dt.8:7-10). A boa terra é um tipo de Cristo para nosso uso. Deus libertou-nos do mundo, trouxe-nos a Cristo (1ª Co. 1:30), e fez de Cristo a boa terra a fim de que possamos desfrutá-Lo a todo tempo. Tudo o que Ele é será trabalhando em nós (Gl.1:16; 2:20; 4:19), e toda s as Suas riquezas (Ef.3:8) serão nosso desfrute (Rm.10:12). Então, em experiência, serremos um com Cristo.

    OUTRO grande símbolo na Bíblia é o tabernáculo ou o templo (Jo.1:14; 2:19-21; 1ª Co.3:16-17; Ef.2:21-22; Ap.21:3, 22). Tanto no tabernáculo como no templo havia o átrio exterior, o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Se você for um sacerdote de Deus no padrão que Ele deseja, você será alguém no Santo dos Santos. Ser um com Deus no Santo dos Santos é desfrutar Deus sendo amalgamado com Ele. Desfrutar Deus no Santo dos Santos, no espírito (Jo.4:24), é ser amalgamado com Ele (1ª Co.6:17) como um em vida e natureza (1ª Jo.5:12; 2ª Pd.1:4).

    ALÉM da boa terra de Canaã e do tabernáculo ou templo, há outra figura na Bíblia relacionada ao nosso desfrute de Cristo. Essa figura é a
    Noiva (Jo.3:29),
    Esposa (Ap.19:7,
    Virgem (2ª Co.11:2).

    Todo o povo redimido de Cristo é uma noiva, uma virgem para Cristo. Todos nós temos de ser na experiência uma noiva e uma virgem para Cristo a fim de podermos desfrutá-lo, e Ele desfruta-nos, para sermos um como Ele. Portanto, na Bíblia, existem esses três tipos: 
    A boa terra,
    O templo,
    A noiva, esposa e virgem para Cristo. Esses tipos podem também ser encontrados, em particular, em 2ª Coríntios.

    Em 1ª Coríntios, os crentes ainda estavam no deserto, e não na terra de Canaã. Eles ainda estavam na carne (o átrio exterior) ou alma (o Santo lugar), mais ainda não estavam no espírito (o Santo dos Santos). Em 1ª Coríntios 5:7 a Páscoa é mencionada. O povo desfrutou a Páscoa no Egito. Então, no capítulo dez estão o maná e a água viva proveniente da rocha fendida (vs.3-4). Esses itens também foram desfrutados pelo povo no deserto. Em 1ª Coríntios, não podemos ver nada referente á entrada dos filhos de Israel na boa terra e do desfrute que tiveram dela. Portanto, o apóstolo Paulo os encorajou a prosseguir (1ª Co.9:24). Os coríntios podiam Ter os dons “espirituais” e o conhecimento, todavia Paulo disse-lhes que ainda eram carnais (1ª Co.3:1,3) e almáticos (2:14). Não eram espirituais (3:1) porque ainda agiam e andavam na alma e na carne. Paulo estava encorajando-os a prosseguir para saírem da esfera da vida almática, a fim de viverem no espírito, sob a liderança do Espírito para desfrutarem Cristo como sua boa terra.

    Em 2ª Coríntios, Paulo foi adiante, dizendo-lhes que temia que eles fossem distraídos de Cristo. Eles tinham sido desposados a Cristo, mas ainda almejavam algo além dEle (11:2-3). Paulo os exortou a esquecer todos os outros objetivos e a tomar Cristo como seu único alvo. Ele é o Noivo e eles eram a noiva. A Segunda Epístola aos Coríntios, mostra-nos algumas pessoas que realmente entraram na boa terra e desfrutaram suas riquezas. Elas experienciaram Cristo no espírito para tornarem-se parte da noiva de Cristo.

    Extraído do livro:  2 Coríntios: Autobiografia de Uma Pessoa no Espírito