quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O NOSSO DUPLO PROBLEMA: OS PECADOS E O PECADO


 Os primeiros oito capítulos da carta aos Romanos constituem um todo em si mesmo. Os primeiros quatro, junto com os versículos 1-11 do quinto, formam a primeira parte, e os outros três capítulos e meio (5:12 – 8:39) formam a segunda parte deste conjunto. Uma leitura atenta nos mostrará que o argumento tratado na primeira metade é diferente daquele tratado na segunda. Por exemplo, na primeira metade podemos relevar o uso preponderante da palavra "pecados", em plural. Na segunda metade, ao contrário, já não é mais assim, porque enquanto a palavra "pecados" aparece somente uma vez, a palavra "pecado", em singular, repete-se muitas vezes e si constitui no principal tema tratado. Por que acontece isto?
Porque na primeira parte trata-se dos pecados que eu tenho cometido diante de Deus, pecados numerosos e que podem ser contados; enquanto na segunda, o pecado é examinado como o princípio que opera em mim. Qualquer seja o número de pecado que eu tenha cometido, aquilo que age em mim é sempre o mesmo princípio de pecado. Eu preciso de perdão pelos meus pecados, mas necessito também ser liberado do poder do pecado. O perdão diz respeito a minha consciência, a liberação concerne a minha vida. Posso receber o perdão de todos os meus pecados, mas, a causa do "meu" pecado, não encontro paz duradoura no meu espírito.
Quando a luz de Deus penetrou pela primeira vez em meu coração, meu primeiro desejo foi o de ser perdoado, porque compreendi que tinha pecado diante dEle; mas depois de ter recebido o perdão dos pecados fiz um novo descobrimento, aquele do pecado, e percebi que não somente havia pecado diante de Deus, mas que dentro de mim existe alguma coisa injusta.
Descobri a minha natureza de pecador. Existe em mim uma tendência natural para o pecado, um poder superior que me arrasta ao pecado. Quando esta força maléfica se manifesta, eu peco. Posso procurar receber o perdão, mas ainda assim continuarei pecando. A minha vida continua então num círculo viçoso: peco, sou perdoado, porém volto pecar. Alegro-me considerando a bênção do perdão de Deus, mas preciso de alguma coisa a mais: eu preciso da liberação. Necessito do perdão por aquilo que eu fiz, mas preciso também de ser liberado daquilo que eu sou.



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

2 Coríntios: 1. 2-5

 Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Porque, como as aflições de Cristo transbordam para conosco, assim também por meio de Cristo transborda a nossa consolação

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Salmos: 119. 71-77; 80-81; 96-109; 111

 Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos. Melhor é para mim a lei da tua boca do que milhares de ouro e prata. As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me entendimento para que aprenda os teus mandamentos. Os que te temem me verão e se alegrarão, porque tenho esperado na tua palavra. Bem sei eu, ó Senhor, que os teus juízos são retos, e que em tua fidelidade me afligiste. Sirva, pois, a tua benignidade para me consolar, segundo a palavra que deste ao teu servo. Venham sobre mim as tuas ternas misericórdias, para que eu viva, pois a tua lei é o meu deleite. Seja perfeito o meu coração nos teus estatutos, para que eu não seja envergonhado. Desfalece a minha alma, aguardando a tua salvação; espero na tua palavra. A toda perfeição vi limite, mas o teu mandamento é ilimitado. Oh! quanto amo a tua lei! ela é a minha meditação o dia todo. O teu mandamento me faz mais sábio do que meus inimigos, pois está sempre comigo. Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação. Sou mais entendido do que os velhos, porque tenho guardado os teus preceitos. Retenho os meus pés de todo caminho mau, a fim de observar a tua palavra. Não me aparto das tuas ordenanças, porque és tu quem me instrui. Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! mais doces do que o mel à minha boca. Pelos teus preceitos alcanço entendimento, pelo que aborreço toda vereda de falsidade. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho. Fiz juramento, e o confirmei, de guardar as tuas justas ordenanças. Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua palavra.  Aceita, Senhor, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, e ensina-me as tuas ordenanças.  Estou continuamente em perigo de vida; todavia não me esqueço da tua lei.. Os teus testemunhos são a minha herança para sempre, pois são eles o gozo do meu coração

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A MENTE QUE SE OCULTA POR TRÁS DO SISTEMA

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre (1 João 2: 15-17).


Política, educação, literatura, ciência, arte, lei, comércio, música – são estas coisas que constituem o kosmos, e estas são coisas que encontramos diariamente. Se as subtrairmos, o mundo como um sistema coerente deixará de existir. Estudando a história da humanidade, temos que reconhecer marcante progresso em cada uma dessas áreas. Contudo a questão é: em que direção está seguindo esse progresso? Qual é o objetivo final de todo esse desenvolvimento? No final, conta-nos João, o anti­cristo se levantará e estabelecerá o seu próprio reino neste mundo (1 João 2:18, 22; 4:3; 2 João 7; Ap. 13). Essa é a direção do progresso do mundo. Satanás está utilizando o mundo material, os homens do mundo, as coisas que estão no mundo, para finalmente liderar tudo no reino do anticristo. Naquela ocasião o sistema mundial terá alcançado seu apogeu; e naquela ocasião cada uma de suas unidades será revelada como sendo anticristã.
No livro de Gênesis, não encontramos no Éden qual­quer alusão à tecnologia, qualquer menção a instrumentos mecânicos. Após a queda, contudo, lemos que entre os filhos de Caim havia um artífice de instrumentos cortantes de ferro e bronze. Alguns séculos atrás pode ter parecido fantástico discernir o espírito do anticristo em ferramentas de ferro, ainda que há muito tempo a espada tem estado em competição aberta com o arado. Porém hoje, nas mãos do homem, os metais têm sido empregados para finalidades sinistras e mortais, e à medida que o final se aproxima, o abuso difundido da tecnologia e engenharia tornar-se-á ainda mais evidente.
O mesmo se aplica à música e às artes. Pois a flauta e a harpa parecem ter-se originado com a família de Caim, e hoje em mãos não consagradas, sua natureza desafiadora à Deus torna-se mais e mais clara. Em muitas partes do mundo, já há muito tempo pode-se relacionar facilmente um entrosamento íntimo entre a idolatria e as artes de pintura, escultura e música. Não há dúvida de que está chegando o dia em que a natureza do anticristo será revelada mais abertamente do que nunca, através da can­ção, dança e artes visuais e dramáticas.
Quanto ao comércio, suas ligações talvez sejam ain­da mais suspeitas. Satanás foi o primeiro mercador, negociando idéias com Eva para seu próprio lucro, e na lin­guagem figurativa de Ezequiel 28, que parece revelar algo do caráter original de Satanás, lemos: "Pelo teu comércio aumentaste as tuas riquezas; e por causa delas se eleva o teu coração" (vs. 5). Talvez isto não precise ser debatido, pois muitos de nós prontamente admitimos por experiência própria a origem e natureza satânica do comércio. 
E quanto à educação? Certamente, protestamos, essa deve ser inofensiva. De qualquer forma, nossos filhos precisam ser ensinados. Porém a educação, não menos do que o comércio e a tecnologia são coisas do mundo. Têm suas raízes na árvore do conhecimento. Com que sinceridade nós, como cristãos, procuramos proteger nossos filhos das ciladas mais óbvias do mundo. E contudo, é absolutamente verdadeiro que temos que proporcionar-lhes educação. Como vamos resolver o problema de deixá-los entrar em contato com o que é essencialmente uma coisa do mundo, e ao mesmo tempo guardá-los do grande sistema mundial e seus perigos?
E quanto à ciência? Ela, também, é uma das unidades que constituem o kosmos. Ela, também, é conheci­mento. Quando nos aventuramos pelos limites do alcance da ciência, e começamos a especular sobre a essência do mundo físico – e do homem – surge imediatamente a pergunta: até que ponto é legítimo o objetivo da pesquisa e descoberta científica? Onde está a linha de demarcação entre o que é útil e o que é prejudicial no campo do conhecimento? Como podemos nós prosseguir em busca do conhecimento e contudo evitar ser apanhados nas malhas de Satanás?
Estes, então, são os assuntos que devemos analisar. Sei que para alguns parecerá que estou exagerando as coisas, porém isso é necessário para alcançar minha meta. Pois “se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele" (1 João 2:15). Enfim, quando tocamos as coisas do mundo, a pergunta que sempre devemos fazer a nós mes­mos é: "Como isto afetará meu relacionamento com o Pai?”
Passou o tempo em que precisávamos ir para o mundo para ter contato com ele. Hoje o mundo vem à nossa procura. Agora existe uma força circulando, a qual está cativando os homens. Jovem, você alguma vez já sentiu o poder do mundo tanto quanto hoje em dia? Já ouviu tantas conversas sobre dinheiro? Já pensou tanto sobre alimento e vestuário? Onde quer que vá, até mesmo entre cristãos, as coisas do mundo são os tópicos da conversa. O mundo avançou até a própria porta da Igreja, e está procurando atrair até mesmo os santos de Deus para o seu domínio. Jamais nessa esfera de coisas necessitamos tanto de conhecer o poder da cruz de Cristo para livrar-nos, como necessitamos na presente época.
Outrora falávamos muito do pecado e da vida natu­ral. Podíamos facilmente ver neles as consequências espirituais, porém pouco percebíamos então que consequên­cias espirituais igualmente importantes estão em jogo quando tocamos o mundo. Há uma força espiritual por trás desse cenário mundial, a qual, através das "coisas que estão no mundo", está procurando enredar os homens em seu sistema. Portanto não é somente contra o pecado que os santos de Deus precisam estar alertas, mas contra o dominador deste mundo. Deus está edificando a sua Igreja para ter seu apogeu no reino universal de Cristo. Simultaneamente, Seu rival está construindo este sistema mundial para seu fútil clímax no reino do anticristo. Como precisamos ser vigilantes para que em tempo algum, sejamos encontrados ajudando Satanás na construção desse malfadado reino. Quando estamos perante alternativas e uma escolha de caminhos se nos oferece, a pergunta não é: isto é bom ou mau? Isto é útil ou prejudicial? Não, a pergunta que devemos fazer a nós mesmos é: isto é deste mundo, ou de Deus? Pois uma vez que o único conflito existente no universo é esse, então sempre que dois caminhos contrastantes se abrirem à nossa frente, a escolha em questão é nada menos que: Deus... ou Satanás?

Extraído do livro: Não ameis o mundo

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A BOA TERRA, O TEMPLO E A NOIVA.


O pensamento central das Escrituras é a intenção de Deus de trabalhar-se em nosso interior em Cristo e por meio do Espírito, a fim de que Deus e nós, nós e Deus, possamos ser verdadeiramente um em vida, em natureza e no Espírito. A fim de mostrar isso, Deus usa vários figuras ou símbolos na Bíblia. Primeiramente, Ele usa a figura da boa terra (Êx.3:8; Cl.1:12; 2:6-7). Deus salvou e libertou Israel do Egito e o levou pelo deserto para a terra de Canaã, que era o real desfrute para os filhos de Israel (Dt.8:7-10). A boa terra é um tipo de Cristo para nosso uso. Deus libertou-nos do mundo, trouxe-nos a Cristo (1ª Co. 1:30), e fez de Cristo a boa terra a fim de que possamos desfrutá-Lo a todo tempo. Tudo o que Ele é será trabalhando em nós (Gl.1:16; 2:20; 4:19), e toda s as Suas riquezas (Ef.3:8) serão nosso desfrute (Rm.10:12). Então, em experiência, serremos um com Cristo.

OUTRO grande símbolo na Bíblia é o tabernáculo ou o templo (Jo.1:14; 2:19-21; 1ª Co.3:16-17; Ef.2:21-22; Ap.21:3, 22). Tanto no tabernáculo como no templo havia o átrio exterior, o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Se você for um sacerdote de Deus no padrão que Ele deseja, você será alguém no Santo dos Santos. Ser um com Deus no Santo dos Santos é desfrutar Deus sendo amalgamado com Ele. Desfrutar Deus no Santo dos Santos, no espírito (Jo.4:24), é ser amalgamado com Ele (1ª Co.6:17) como um em vida e natureza (1ª Jo.5:12; 2ª Pd.1:4).

ALÉM da boa terra de Canaã e do tabernáculo ou templo, há outra figura na Bíblia relacionada ao nosso desfrute de Cristo. Essa figura é a
Noiva (Jo.3:29),
Esposa (Ap.19:7,
Virgem (2ª Co.11:2).

Todo o povo redimido de Cristo é uma noiva, uma virgem para Cristo. Todos nós temos de ser na experiência uma noiva e uma virgem para Cristo a fim de podermos desfrutá-lo, e Ele desfruta-nos, para sermos um como Ele. Portanto, na Bíblia, existem esses três tipos: 
A boa terra,
O templo,
A noiva, esposa e virgem para Cristo. Esses tipos podem também ser encontrados, em particular, em 2ª Coríntios.

Em 1ª Coríntios, os crentes ainda estavam no deserto, e não na terra de Canaã. Eles ainda estavam na carne (o átrio exterior) ou alma (o Santo lugar), mais ainda não estavam no espírito (o Santo dos Santos). Em 1ª Coríntios 5:7 a Páscoa é mencionada. O povo desfrutou a Páscoa no Egito. Então, no capítulo dez estão o maná e a água viva proveniente da rocha fendida (vs.3-4). Esses itens também foram desfrutados pelo povo no deserto. Em 1ª Coríntios, não podemos ver nada referente á entrada dos filhos de Israel na boa terra e do desfrute que tiveram dela. Portanto, o apóstolo Paulo os encorajou a prosseguir (1ª Co.9:24). Os coríntios podiam Ter os dons “espirituais” e o conhecimento, todavia Paulo disse-lhes que ainda eram carnais (1ª Co.3:1,3) e almáticos (2:14). Não eram espirituais (3:1) porque ainda agiam e andavam na alma e na carne. Paulo estava encorajando-os a prosseguir para saírem da esfera da vida almática, a fim de viverem no espírito, sob a liderança do Espírito para desfrutarem Cristo como sua boa terra.

Em 2ª Coríntios, Paulo foi adiante, dizendo-lhes que temia que eles fossem distraídos de Cristo. Eles tinham sido desposados a Cristo, mas ainda almejavam algo além dEle (11:2-3). Paulo os exortou a esquecer todos os outros objetivos e a tomar Cristo como seu único alvo. Ele é o Noivo e eles eram a noiva. A Segunda Epístola aos Coríntios, mostra-nos algumas pessoas que realmente entraram na boa terra e desfrutaram suas riquezas. Elas experienciaram Cristo no espírito para tornarem-se parte da noiva de Cristo.

Extraído do livro:  2 Coríntios: Autobiografia de Uma Pessoa no Espírito

domingo, 17 de agosto de 2014

Salmos 42:1-11


Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, enquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus? Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão. Fui com eles à casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava. Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. Ó meu Deus, dentro de mim a minha alma está abatida; por isso lembro-me de ti desde a terra do Jordão, e desde os hermonitas, desde o pequeno monte. Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim. Contudo o Senhor mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida. Direi a Deus, minha rocha: Por que te esqueceste de mim? Por que ando lamentando por causa da opressão do inimigo? Com ferida mortal em meus ossos me afrontam os meus adversários, quando todo dia me dizem: Onde está o teu Deus? Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus.


sábado, 16 de agosto de 2014

Salmos 23:1-4


Tratamentos e o Conhecimento são Inseparáveis


Nada é mais precioso em nossa vida terrena do que conhecer a Deus. Para conhecê-lo, precisamos receber seu tratamento em todas as coisas. Precisamos receber seu tratamento na questão de conhecê-lo, bem como na questão da oração. Precisamos tratar do ambiente, bem como do pecado. Há alguma exigência de Deus? O indolente nunca chegará a conhecê-lo. Conhecemo-lo através da oração; conhecemo-lo mediante a comunhão com ele. Deveríamos aprender com Paulo, que orou ao Senhor não apenas uma vez, mas duas e três vezes até que o Senhor lhe respondeu. Deveríamos também aprender com nosso Senhor que, no jardim do Getsêmani, orou: “Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a Tua vontade” (Mt 26:42). Ele orou não apertas uma vez, mas a segunda e a terceira vez até ter certeza sobre essa questão. Oremos também primeira, segunda e terceira vez até recebermos resposta de Deus. Somente dessa maneira é que podemos conhecer a Deus.
Posso dizer algumas poucas palavras a meus colegas? Não podem sair a trabalhar se não tiverem aprendido como tratar com Deus, bem como a serem tratados por Deus, pois nem mesmo podem ser comparados a um bom cristão. Se vocês não conhecem o caminho de Deus, nem seu procedimento, nem sua natureza, que é que os torna diferentes das outras pessoas? Vocês podem dar-lhes algumas ideias espirituais, mas não podem guiá-las no caminho espiritual. Nem todos os que leem o guia turístico de Hanchow ou de Pequim já estiveram em Hanchow ou em Pequim. Nem todos os que têm um livro de arte culinária já experimentaram as receitas do livro. Da mesma forma, vocês não podem guiar as pessoas se nada tiverem além do conhecimento da Bíblia.

No entanto, não é suficiente também ter apenas experiência sem o conhecimento da Palavra, pois nesse caso não se terá as palavras adequadas para ajudar as pessoas. O Senhor diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22:29). Tal é sua repreensão. Muitos crentes têm falta de conhecimento bíblico e do poder divino. Muitos têm apenas uma pequena ideia espiritual; cada qual imagina as coisas sem saber como realmente são. Alguns podem ensinar outras pessoas, porque seus cérebros são mais fortes e conseguem lembrar-se um pouco mais da doutrina. Ó irmãos, este é um fenômeno demasiadamente trágico! Que possamos aprender a conhecer a Deus tanto em sua vontade como em oração. Nós podemos conhecê-lo. Nada é mais importante que isto. Não vamos guardar a luz que temos em nossos cérebros; busquemos, antes, conhecer a Deus e receber seus tratamentos.


Extraído do livro: Conhecendo a Deus em Oração e em Sua Vontade