segunda-feira, 28 de março de 2016

TER OS OLHOS DO NOSSO CORAÇÃO ILUMINADOS [Parte IV]

Ver a Suprema Grandeza  do Poder de Deus

O terceiro item que Paulo orou para nós vermos é “a suprema grandeza do Seu poder” (Ef 1:19). Esse é o poder que Deus tem trabalhado em Cristo para fazer quatro coisas: 1) ressuscitá-Lo dentre os mortos (v. 20); 2) fazendo-O assentar à direita de Deus (v. 20); 3) sujeitar todas as coisas debaixo dos Seus pés (v. 22); e 4) fazer desse Cristo a Cabeça sobre todas as coisas para a igreja (v.22).  
Todos nós temos que ver a suprema grandeza desse poder o qual Deus trabalhou em Cristo. Esse é o poder que venceu a morte, a sepultura, e o Hades ao ressuscitar Jesus dentre os mortos, que assentou Cristo à direita de Deus nos céus acima de tudo, que sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés, e que O deu para ser a Cabeça sobre todas as coisas para a igreja. Esse grande poder é para nós que cremos. Precisamos conhecer esse poder porque o resultado proce-dente deste poder é a igreja.
Não é meramente porque fomos salvos e nos reunimos que somos a igreja. Não podemos dizer que isso é errado, mas isso é uma compreensão muito superficial. Precisamos ver que a igreja normal, genuína, adequada e real vem desse grande poder.
Se você tem o poder que ressuscitou Cristo, que O assentou à direita de Deus, sobre todas as coisas, que sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés, e que deu a Ele o encabeçamento universal, você tem a igreja. Essa igreja é o Corpo de Cristo, "A plenitude Daquele que a tudo enche em todas as coisas” (v. 23).  
Cristo, que é o Deus infinito e ilimitado, é tão grande que Ele enche tudo em todas as coisas. Tal grande Cristo necessita da igreja para ser Sua plenitude para Sua completa expressão. Essa igreja vem à existência não por ensina-mentos, dons, formas, rituais ou organização, mas pelo poder do Cristo ressur-reto, ascendido e entronizado, que agora é a Cabeça sobre todas as coisas para a igreja.
Efésios 1:22 não diz que Cristo foi feito Cabeça sobre todas as coisas para a igreja, mas à igreja. Tudo o que Ele é, alcançou e obteve, é para a igreja.
“À igreja” implica uma especie de transmissão. Tudo que Cristo, a Cabeça, alcançou e obteve é transmitido à igreja, Seu Corpo. Nessa transmissão a igreja compartilha com Cristo todas as Suas conquistas: a ressurreição entre os mortos, assentado em Sua transcendência, sujeição de todas as coisas debaixo dos Seus pés, o encabeçamento sobre todas as coisas. Tal igreja é o Corpo de Cristo, Sua plenitude.
       Todos nós precisamos perceber que nada da nossa vida natural, natureza ou composição, nada do nosso ser natural, faz parte da igreja. Apenas o próprio Cristo que foi trabalhado dentro de nós é uma parte da igreja. Hoje Cristo está nos céus, contudo Ele também está na terra. Ele é como eletricidade. Ao mesmo tempo, a eletricidade está em uma casa numa ponta, e muito distante está um gerador no outro extremo.
      Toda luz e funções dos aparelhos na casa procedem dessa eletricidade. Hoje, Cristo é a eletricidade celestial. Ele está nos céus, contudo Ele também está dentro de nós como a origem para que tenhamos a vida da igreja. Como a eletricidade celestial, Cristo é transmitido à igreja. Temos que perceber que tudo que Deus fez a nós, conosco e em nós é para a igreja.
      Não importa há quantos anos você foi salvo, o quanto você ama o Senhor, quão espiritual você seja, ou quanto crescimento de vida tem, desde que você não é para a igreja, há alguma coisa errada. A intenção de Deus não é meramente nos salvar, nem é meramente para que sejamos espirituais ou amá-Lo. A intenção de Deus é trabalhar o Cristo ressurreto, ascendido e entronizado, que é a Cabeça sobre todas as coisas, em nós para fazer-nos parte da igreja. Todos nós precisa-mos ver a igreja dessa maneira.
Em nossas reuniões precisamos invocar o nome do Senhor. Invocar o nome do Senhor é recebê-Lo, respirá-Lo como o Espírito (Lm 3:55-56; Jo 20:22). Isso fará com que mais de Cristo seja trabalhado em nós, contudo o resultado precisa ser para igreja. Todos nós devemos perceber que o nosso invocar o nome do Senhor, nosso comer, beber e respirar do Senhor, deve ser para a igreja.           
 Na igreja estamos em casa porque a igreja é o nosso destino e também o nosso fim (Ef 2 :19). Isso é porque a igreja também é o destino de Deus, até mesmo a destinação de Deus.Todos nós precisamos de um espírito de sabedoria e revelação para que possamos ver estas três questões: 1) a esperança do chamamento de Deus, que é Cristo; 2) a glória da herança de Deus nos santos, que também é Cristo; e 3) a suprema grandeza do poder que produz a igreja, o poder que ressuscitou Cristo, que O assentou nos lugares celestiais, que colocou todas as coisas debaixo dos Seus pés, e O deu para ser Cabeça sobre todas as coisas para a igreja.

Extraído do livro: As duas maiores orações do Apóstolo Paulo

sexta-feira, 11 de março de 2016

TER OS OLHOS DO NOSSO CORAÇÃO ILUMINADOS [ Parte III]

Ver a Glória da Herança de Deus nos Santos

A segunda questão que Paulo ora por nós é para que vejamos a glória da herança de Deus nos santos (Ef 1:18). Nós sempre estamos preocupados com a nossa própria herança, mas Deus quer que cuidemos da Sua herança. A herança de Deus nos santos é Cristo. O Cristo que foi trabalhado em cada um de nós é a herança de Deus. Cristo é tudo. Para nós, Cristo é nossa esperança, e para Deus, Cristo é Sua herança. Não há nada em nosso interior que é digno de ser a herança de Deus.  
Somente o próprio Cristo que foi trabalhado em nós pode ser a herança de Deus. Precisamos perguntar o quanto de Cristo foi trabalhado em nós. Pode não haver muito em nós que seja bom para Deus herdar porque muito pouco de Cristo foi trabalhado em nós.
Essa é a razão pela qual precisamos ser transformados, para ter uma mudança metabólica (Rm 12:2; 2Co 3:18), e sermos conformados à imagem de Cristo. Todos nós precisamos mais de Cristo trabalhado em nosso ser.  

A glória da herança de Deus nos santos é o Cristo da glória em nosso interior. Quando todos nós formos transformados e transfigurados, conformados à Cristo ao máximo, Deus ficará feliz. Todos os amados santos serão Sua herança, e essa herança será o Próprio Cristo trabalhado em todos os Seus crentes completamente.

Extraído do livro: As duas maiores orações do Apóstolo Paulo

quinta-feira, 10 de março de 2016

TER OS OLHOS DO NOSSO CORAÇÃO ILUMINADOS [ Parte II]

Para Ver a Esperança do Chamamento de Deus

Todos fomos chamados por Deus, mas qual é a esperança do Seu chamamento? Alguns podem dizer que nossa esperança é ir para o céu. Mas se você ler a Bíblia, perceberá que Deus deseja vir à terra. Os céus podem ser tão preciosos para você, mas a terra é mais preciosa para Deus. Em Mateus 6:10, o Senhor Jesus orou para que a vontade de Deus fosse feita na terra como é feita no céu.
Para Deus a terra é mais importante do que os céus. Nós cristãos sempre pensamos que essa terra é sem esperança e que nós vamos para outro lugar. Mas o Senhor orou para que o reino de Deus viesse à terra e que a Sua vontade fosse feita na terra como é feita nos céus. Até mesmo a Nova Jerusalém um dia “descerá do céu” (Ap 21:2).
Para Deus, a terra é muito mais preciosa do que os céus. O céu não é a esperança do nosso chamamento. Deus não nos chamou para morrer e ir para o céu. No Salmo 8:1, o salmista declara, "Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!” Nossa esperança está relacionada ao nosso viver na terra.
Alguns podem se aborrecer com essa palavra e perguntar, “Depois que fomos salvos, para onde iremos quando morrermos?” A Bíblia revela que o Hades, como Seol no Antigo Testamento (Gn 37:35; Sl 6:5–Almeida Revisada), é o lugar onde as almas e espíritos dos mortos são mantidos (Lc 16:22-23; At 2:27).
Porém, o Hades é dividido em duas seções: a seção agradável, o paraíso, onde estão todos os santos salvos, aguardando a ressurreição (Lc 16 :22-23, 25-26), e onde o Senhor Jesus foi com o ladrão salvo depois que eles morreram na cruz (Lc 23:43; At 2:24, 27, 31; Ef 4:9; Mt 12:40); e a seção de tormento, onde estão todos os pecadores que pereceram (Lc 16:23,28). Como salvos, podemos estar em paz. Há um lugar adequado para nós, mas essa não é a esperança do nosso chamamento.
A esperança do chamamento de Deus é “Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl 1:27). Cristo se torna real a nós, é experienciado e possuído por nós para a mais completa extensão da esperança do nosso chamamento. Deus nos chamou, justificou, e Ele nos glorificará, nos conformará à imagem do Seu Filho (Rm 8:29-30). 

Um dia seremos absolutamente semelhantes a Cristo (1Jo 3:2). Nossa esperança não é apenas Cristo como nosso Redentor ou como nossa vida, mas Cristo como nossa manifestação máxima e consumada, como nossa glória. Estamos esperando para ser completamente conformados a própria imagem de Cristo. Essa é a consumação máxima do desfrute de Cristo, e essa é a esperança do chamamento de Deus.

Extraído do livro: As duas maiores orações do apóstolo Paulo

quarta-feira, 9 de março de 2016

TER OS OLHOS DO NOSSO CORAÇÃO ILUMINADOS [ Parte I]


Precisamos de um espírito de sabedoria e revelação para que os olhos do nosso coração possam ser iluminados (Ef 1:18). Esses não são os nossos olhos físicos, mas nossos olhos interiores, os olhos do nosso coração. Pelo fato de termos um espírito, nossos olhos interiores podem ser iluminados. Então não apenas podemos compreender, mas também ver. Precisamos perceber que ver é muito melhor do que compreender.
Ao longo dos anos aprendi a não confiar no meu conhecimento ou no meu entendimento. Não importa o quanto você me diga sobre a cidade de Londres, eu não confio nisso. Por fim, tenho que ir e ver a cidade de Londres. Quando for lá, o que eu verei será diferente do que compreendi. O que entendemos nunca será tanto quanto podemos ver. Não nos é suficiente entender as coisas com respeito a igreja; devemos ver a igreja.

Paulo ora para que tenhamos um espírito de sabedoria e revelação a fim de que nossos olhos interiores possam ser iluminados para ver três coisas: a esperança da glória do chamamento de Deus (v. 18), a glória da herança de Deus (v. 18), e a suprema grandeza do Seu poder (v. 19). Essas três coisas profundas estão além do nosso conceito humano.

Extraído do livro: As duas maiores orações do Apóstolo Paulo

terça-feira, 8 de março de 2016

UM ESPÍRITO DE SABEDORIA E REVELAÇÃO [ Parte II]

Refugiar em Nosso Espírito

Se eu fosse uma pessoa que vivesse na emoção, seria muito fácil ser afetado pelo que os outros dizem a meu respeito. Se você disser algo bom sobre mim, ficarei feliz. Se você disser algo ruim sobre mim, ficarei ofendido. Se vivo na emoção, sou apenas uma pessoa superficial. Estar em meu espírito, contudo, isola minha emoção. Quando estou em meu espírito, nada me pode perturbar.
Não importa o quanto você me elogie ou me reprove, não sou abalado porque me refugio para o meu espírito e permaneço nele. Algumas vezes não podemos dormir bem porque permanecemos em nossa mente, pensamentos e arrazoamentos. Ficamos tão preocupados porque estamos acostumados a permanecer em nossa mente. Todos nós temos de exercitar refugiar ao nosso espírito. Se nos refugiarmos para o nosso espírito, ficaremos em paz (Rm 8:6), e conseguiremos dormir melhor.
Além disso, se não estamos no espírito, não podemos ter clareza sobre algo em nossa vida diária. Muitas vezes, se não estamos no espírito, não somos justos ou honestos. Suponhamos que o marido e a esposa comecem a discutir.
Quanto mais eles brigam, mas eles têm algo para brigar. Hoje há muitos divórcios apenas por causa desse tipo de briga sem fim, mas nós cristãos temos um lugar para o qual podemos nos refugiar. Enquanto está brigando com seu cônjuge, você deve se lembrar que é um amado santo e que tem um espírito regenerado. Refugie-se em seu espírito.   
Pare de brigar, pare de usar sua boca. Refugie-se para o seu espírito, e permaneça nele. Se praticar isso, você será honesto e justo. Você ficará ciente e perceberá que está errado, e não o seu cônjuge. O único lugar onde podemos ver as coisas claramente é em nosso espírito.
Suponhamos que eu ouça algo que não seja tão bom. Se estou em minha mente ou em minha emoção, não posso discernir a questão de maneira clara, justa ou correta. Posso até mesmo imediatamente tentar falar dessa questão negativa para um outro irmão. Se o irmão que me ouve aprendeu algumas lições, ele não me dirá uma palavra de sua mente, mas permanecerá em seu espírito.  
Posso tentar encorajar seu interesse nessa questão, mas ao permanecer em seu espírito interromperá o meu falar. Algumas vezes até mesmo isso me ajudará a refugiar-me em meu espírito. Então em meu espírito, eu posso ter a profunda sensação de que estou errado.
O único lugar onde podemos ver as coisas de forma clara, justa, fiel, honesta e eficaz é em nosso espírito. Se quisermos conhecer qualquer questão, se quisermos conhecer a nós mesmos, ou se quisermos conhecer a verdadeira situação de nossa vida familiar, temos que estar em nosso espírito (1Co 2:11a).
Para conhecer a igreja ou ver algo da igreja, devemos estar no espírito. Jamais poderemos ver a igreja, o mistério de Cristo, usando meramente a nossa mente limitada para considerar e tentar entendê-la.
Quanto mais fizermos isso, mais ficaremos confusos. Não devemos confiar em nossa mente, mas temos que cooperar com Deus por refugiarmo-nos em nosso espírito. Muitos de nós tem visto algo da igreja, mas temos que ver mais para permanecer na igreja.

Devemos orar: “Senhor, salva-me. Livra-me da minha mente, emoção e vontade. Ajuda-me a permanecer em meu espírito”. Alguns podem não ter visto a igreja. Se você não viu a igreja, não discuta com outros sobre essa questão ou tente entendê-la sozinho. Simplesmente volte-se para seu espírito. Você precisa perceber que a parte mais profunda do seu ser é o seu espírito humano. Seu espírito humano é o local onde Deus pode revelar as coisas a você. Se você se voltar ao seu espírito e permanecer nele, a igreja pode ser revelada a você. 

Extraído do livro: As duas maiores orações do Apóstolo Paulo

segunda-feira, 7 de março de 2016

UM ESPÍRITO DE SABEDORIA E REVELAÇÃO [ Parte I]


O Espírito Humano

“Para que o Deus do nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria” (Ef 1:17). 

Nesse versículo a  palavra espírito não está em letra maiúscula, o que indica que esse é o espírito humano. Para ver o mistério de Cristo (3 :4), a igreja, requer muito mais do que ter apenas uma mente inteligente. Uma mente inteligente pode ser muito boa para a universidade, mas a mente sozinha nunca poderá perceber o mistério da igreja. Para ver a igreja, precisamos do nosso espírito humano.
Deus não criou-nos de maneira simples. De acordo com 1 Tessalonicenses 5:23, um homem tem três partes: o espírito, a alma e o corpo. Nosso corpo humano é muito complexo. Os médicos gastam muitos anos estudando medicina, contudo eles ainda não entendem o corpo humano completamente. A parte psicológica do nosso ser é chamada de alma, composta da mente (Sl 13:2; 139:14; Lm 3:20), a emoção (Ct 1:7; 2Sm 5:8; Is 61:10; 1Sm 30:6), e a vontade (Jó 7:15; 6:7; 1Cr 22:19).
Esses três órgãos são maravilhosos, mas eles também podem causar muitos problemas. Algumas vezes não podemos dormir bem porque temos uma mente ativa. Se pudéssemos controlar nossa mente, dormiríamos melhor. Nossa emoção também pode ser problemática. Se não fôssemos tão emotivos, não estaríamos tão preocupados com a maneira com que as pessoas nos tratam. Se elas nos apreciam de maneira elevada ou nos desprezam, não seremos afetados.
Porque temos tal emoção problemática, algumas vezes ficamos muito aborrecidos que não podemos ir dormir. Nossa vontade obstinada também é uma fonte de muitos problemas. Não apenas temos um corpo com tantas partes e uma alma com tantos órgãos, temos outra parte do nosso ser, uma parte mais profunda, nosso espírito. O homem mais sábio é aquele que vive em seu espírito.

Extraído do livro: As duas maiores orações do Apóstolo Paulo

 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Carta de esclarecimento: A mesa do Senhor e a Unidade do Corpo de Cristo

Carta aos santos em Campina Grande/PB, fevereiro de 2016.


Graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.


Escrevemos está carta buscando comunhão com os irmãos que moram na cidade de Campina Grande/PB, a fim de checarmos os pontos de fé e, desta maneira, prosseguir na comunhão única do Corpo de Cristo. Para tanto, organizamos este texto em cinco tópicos, além das considerações finais, quais sejam:[1] 1. A base adequada da Igreja; 2. Uma questão de base, não de condição; 3. Testes de uma igreja local genuína; 4. A comunhão do Corpo de Cristo; 5.Discernir o Corpo.

TÓPICO 1: A base adequada da Igreja
O Novo Testamento revela que a base da igreja é constituída por três elementos cruciais: a unidade singular do Corpo universal de Cristo, a única base da localidade e a realidade do Espírito da unidade.
O primeiro elemento da constituição da base da igreja é a unidade singular do Corpo universal de Cristo, que se chama “a unidade do Espírito” (Ef 4:3). Foi por essa unidade que o Senhor orou em João 17. É a unidade do mesclar do Deus Triúno processado com todos os crentes em Cristo. Essa unidade está no nome do Pai (Jo 17:6, 11), denotando a pessoa do Pai, na qual está a vida do Pai. Essa unidade está, até mesmo, no Deus Triúno através da santificação feita pela Sua palavra santa como a verdade (Jo 17:14-21). Essa unidade está, enfim, na glória divina para expressão do Deus Triúno (Jo 17:22-24). Tal unidade foi infundida no espírito de todos os crentes em Cristo, quando foram regenerados pelo Espirito de vida com Cristo como a vida divina; essa unidade tornou-se o elemento básico da base da igreja.

O segundo elemento da base da igreja é base singular da localidade em que uma igreja é estabelecida e existe. O Novo Testamento nos apresenta um quadro claro de que todas as igrejas locais, como a expressão da igreja universal – o Corpo universal de Cristo – estão localizadas em suas respectivas cidades. Portanto, vemos a igreja em Jerusalém (At 8:1), a igreja em Antioquia (At 13:1), a igreja em Cencréia (Rm 16:1), a igreja em Corinto (1Co 1:2) e as sete igrejas na Ásia em sete cidades respectivamente (Ap 1:4, 11). Cada cidade como o limite onde a igreja existe é a base local daquela igreja. Tal base singular da localidade preserva a igreja da divisão provocada por muitos assuntos diferentes como bases diferentes tal como as denominações sectárias como os batistas, presbiterianos, luteranos, metodistas e episcopais estão divididas.

O terceiro elemento da base da igreja é a realidade do Espírito da unidade, que expressa a unidade singular do Corpo universal de Cristo na base singular da localidade de uma igreja local. Resumidamente, o terceiro elemento da base da igreja é a realidade do Espírito, que é a realidade viva da Trindade divina (1Jo 5:6; Jo 16:13). É por meio desse Espírito que a unidade do Corpo de Cristo se torna real e viva. É também por meio desse Espírito que a base da localidade é aplicada em vida e não legalmente. E é por meio desse Espírito que a base genuína da igreja está ligada com o Deus Triúno (Ef 4:3-6). (Witness Lee, A Brief Presentation of the Lord’s Recovery, pp. 28-29).

É evidente que o primeiro e o terceiro elemento da base da igreja se referem ao aspecto universal e o segundo elemento se refere ao aspecto local; portanto, percebe-se que para estarmos adequadamente posicionados como uma igreja local genuína, temos que respeitar completamente tanto o aspecto local como universal da base da igreja.
A base da igreja não deve ser meramente local; também deve ser universal. Localmente, a base da igreja é a base da localidade; universalmente, a base da igreja é a unidade genuína. Cristo tem apenas um Corpo. A unidade do Corpo de Cristo é a base universal da igreja.

Suponha que todas as igrejas locais na Coréia são uma entre si, mas que não são uma com as igrejas nos outros continentes. Se este fosse o caso, as igrejas na Coréia teriam a base local, a base da localidade, mas não teriam a base universal, a base da unidade do Corpo. Em todo o universo Cristo tem apenas um Corpo. Todas as igrejas locais nos seis continentes – América do Norte, América do Sul, Europa, África, Ásia e Oceania – são só um Corpo. Essa é a base universal da unidade genuína.

A igreja é uma localmente com base em sua localidade, a cidade, e é uma universalmente com base no único Corpo de Cristo. Essa unidade local e universal é a base genuína da igreja. (Witness Lee, Vital Factors for the Recovery of the Church Life, pp. 52-53).

É importante ressaltar que a base da genuína unidade está no nosso espírito humano regenerado. Se tentarmos permanecer na base da unidade de uma maneira mental sem estar no espírito, tornaremos a base da unidade um fator de divisão.
Mediante a leitura de alguns dos livros que publicamos, alguns amados tomaram o ensinamento da base da localidade. Para eles, contudo, a base da localidade pode ser algo na mente. Dessa maneira, até a base da unidade se torna um fator sectário. A base da unidade é para a unidade, não para divisão, mas se tomarmos a base da unidade na nossa mente e fizermos disso um assunto mental, imediatamente se tornará um fator de divisão. Em vez disso, temos de regressar ao espírito. (…) A restauração só é possível no nosso espírito. (Witness Lee,Enjoying the Riches of Christ for the Building Up of the Church as the Body of Christ, p. 188).


TÓPICO 2: Uma questão de base, não de condição
 A condição de uma igreja local pode mudar, mas o reconhecimento de uma igreja local genuína não se baseia na sua condição, mas no fato de manter a base adequada.
O que preserva uma igreja local de ser dividida é a sua base, não a sua condição. (…) A condição de uma certa igreja pode ser boa, mas isso não garante que a base dessa igreja seja correta. Uma igreja local pode ter uma condição fraca, no entanto, ainda é uma igreja local genuína desde que mantenha a base da unidade genuína do Corpo. Por outro lado, uma igreja local pode ter uma condição boa, mas é uma divisão, uma divisão local, se não se preocupar com a base genuína da unidade do Corpo de Cristo expressa na sua localidade. (Witness Lee, A Brief Presentation of the Lord's Recovery, p. 51).
As sete igrejas em Apocalipse 2 e 3 tinham condições diferentes. Na verdade, cinco dessas igrejas estavam em condições de grande degradação. O Senhor, contudo, reconheceu-as como igrejas locais genuínas não com base na sua condição, mas por estarem na base adequada.

TÓPICO 3: Testes de uma igreja local genuína
Há testes específicos que determinam se uma igreja local é ou não uma igreja local genuína. Um grupo de crentes tem de passar nos seis testes antes de ser reconhecido como uma igreja adequada na sua localidade. (Vide Witness Lee, Young People's Training, pp. 185-198; The Spirit and the Body, pp. 210-214; A Brief Presentation of the Lord's Recovery, pp. 52-54).


3.1 Não tem um nome especial
Uma igreja local não deve tomar qualquer nome além do nome do Senhor Jesus, que é o nosso Marido (1Co 1:10; 2Co 11:2). Tomar qualquer outro nome é cometer fornicação espiritual e tornar-se uma denominação.

3.2 Não tem um ensinamento nem práticas especiais
Uma igreja local não deve ter ensinamentos nem práticas especiais. As denominações têm os seus ensinamentos e práticas específicos, tais como lavar os pés, falar em línguas, ou uma determinada maneira de batismo. Elas recebem os crentes com base em determinados ensinamentos ou práticas, não com base na fé no Senhor Jesus Cristo. Se insistirmos em qualquer coisa além da fé cristã comum como a base para recebermos os crentes (Tt 1:4; 2Pe 1:1; Rm 14:1; 15:7), somos facciosos.

3.3 Não tem comunhão especial
Como cristãos fomos chamados à comunhão do Filho de Deus (1Co 1:9). As denominações têm uma comunhão especial que é mais limitada do que a comunhão do Filho de Deus. Aqueles que estão em denominações se limitam a ter comunhão com aqueles que guardam as suas doutrinas e práticas privadas e exclusivas. Uma comunhão especial é facciosa e devemos rejeitá-la.

3.4 Não tem uma administração separada
Uma igreja local tem apenas um presbitério com uma administração (At 14:23; Tt 1:5). Um determinado grupo cristão pode não ter um nome em especial, um ensinamento ou prática especial ou uma comunhão especial, mas se tiver a sua própria administração, separada da única administração da igreja na sua localidade, esse grupo é uma divisão e deve ser reconhecido como tal.

3.5 Dispostos a ter comunhão com todas as igrejas locais no Corpo universal de Cristo
Uma igreja local genuína deve permanecer na comunhão universal do Corpo de Cristo, que é a comunhão do Espírito (2Co 13:14). Uma igreja local deve estar disposta a abrir-se à comunhão com todas as outras igrejas locais da terra, para permanecer nessa comunhão. Se uma igreja local se isolar das outras igrejas locais, torna-se uma divisão local.

3.6 Não tem ligações ocultas com organizações
Um grupo pode passar todos os testes anteriores e parecer uma igreja local genuína. No entanto, se esse grupo tiver ligações ocultas com outras organizações, também é sectário, pois seria como uma pipa no ar: alguém no chão está segurando o fio. A altura que a pipa voa não depende dela, mas depende daquele que segura o fio.
A igreja é um candeeiro de ouro puro, mas qualquer grupo que tenha uma ligação oculta com alguma organização não é puro; antes é nebuloso, opaco. A igreja, pelo contrário, tem de ser transparente e clara como cristal. A Nova Jerusalém é clara como vidro (Ap 21:18). Nessa cidade, nada há de opaco (LEE, Witness, O que você precisa saber sobre a igreja).


TÓPICO 4: A comunhão do Corpo de Cristo
A comunhão do Corpo de Cristo é a circulação do Espírito nos membros do Corpo e entre eles, é semelhante à circulação do sangue no corpo humano. Não é uma comunhão especial de uma doutrina ou prática em particular, mas é o fluir da vida divina nos membros do Corpo e entre eles. Se tivermos a prática adequada das igrejas locais, temos de ter um conhecimento adequado da comunhão do Corpo de Cristo.

4.1 A comunhão dos apóstolos

A comunhão do Corpo de Cristo é a comunhão dos apóstolos, que se baseia no ensinamento dos apóstolos e provém do ensinamento dos apóstolos.
A comunhão do Corpo de Cristo é a comunhão dos apóstolos – a comunhão divina entre todos os crentes e o Deus Triúno. A expressão a comunhão dos apóstolos é usada em Atos 2:42: "E perseveravam no ensinamento e na comunhão dos apóstolos". Depois, 1 de João 1:3 diz que a comunhão dos apóstolos não está meramente conosco, crentes, mas também com o Pai e o Filho. Aqui João não mencionou o Espírito diretamente, porque ele estava falando no Espírito. O Espírito já lá estava. A comunhão dos apóstolos é a comunhão do Corpo de Cristo, a comunhão divina entre todos os crentes e o Deus Triúno.
A comunhão dos apóstolos baseia-se no ensinamento dos apóstolos. A comunhão vem sempre depois do ensinamento. Se não houver ensinamento, não há o elemento ou a esfera da comunhão. Na verdade, o ensinamento é o elemento e a esfera da comunhão. Pela misericórdia do Senhor, hoje na restauração do Senhor estamos sob o ensinamento dos apóstolos e na comunhão dos apóstolos. A comunhão da restauração em que estamos é a comunhão restaurada dos apóstolos; essa comunhão perdeu-se, mas foi restaurada. Hoje estamos na comunhão dos apóstolos, que é a comunhão da restauração do Senhor. (Witness Lee, A Brief Presentation of the Lord's Recovery, pp. 38-39).
Qualquer ensinamento que é diferente do ensinamento único dos apóstolos sobre a economia neotestamentária de Deus (1Tm 1:3-4) produz uma comunhão sectária que, por fim, levará à divisão.

4.2 A comunhão da restauração única do Senhor

A comunhão dos apóstolos que desfrutamos é a comunhão para a restauração única do Senhor, na qual há apenas uma obra para levar a cabo o único ministério do Novo Testamento para a edificação do único Corpo de Cristo.
Temos sempre de lembrar-nos que estamos na restauração do Senhor e que a Sua restauração é única. Não há outra restauração, assim como não há outro Corpo de Cristo nem outro Novo Testamento. A comunhão dos apóstolos é a comunhão para a única restauração do Senhor. Quando vemos que na restauração ocorre alguma coisa que não é boa, precisamos ter esse tipo de comunhão e uma atitude adequada. (…) Quando vemos que há alguma coisa errada na restauração ou em alguma igreja local, devemos dar o melhor para ajudar a situação por meio de comunhão para que isso seja melhorado e corrigido. Se houver alguma coisa errada, podemos e devemos ter comunhão e orar juntos e procurar a liderança do Senhor para melhorar a situação para o benefício de todos os santos. Isso será de grande ajuda na restauração do Senhor.
Não devemos ter o conceito de que podemos fazer uma obra específica à nossa maneira na restauração. Podemos ser muito dotados e ter uma grande capacidade para realizar alguma coisa. No entanto, o que fizermos pode ser o mesmo que as pessoas mundanas fazem ao levar a cabo um empreendimento. Temos de perceber que na restauração do Senhor há apenas uma obra. (Witness Lee, A Brief Presentation of the Lord's Recovery, pp. 39-40).

4.3 A necessidade de comunhão entre as igrejas para preservar a unidade universal do Corpo de Cristo

De modo a preservar a unidade universal do Corpo de Cristo, é imperioso que as igrejas desfrutem comunhão umas com as outras, que é desfrutar a circulação da vida divina entre as igrejas. Quando há a circulação adequada, os germes da divisão são tragados e permanecemos numa condição saudável. Se isolarmos a nossa localidade dos outros ou se tivermos territórios separados na obraprovocaremos divisão no Corpo e perderemos o testemunho da unidade.
Todas as igrejas da terra fazem parte da única restauração do Senhor. Não deve haver fronteiras que separem as igrejas umas das outras. Alguns cooperadores, no passado, tiveram o sentimento de que uma determinada região era o seu território. Temos de ver, porém, que não é saudável nem proveitoso na restauração do Senhor que alguém tenha uma fronteira para a sua obra. A única fronteira é a fronteira da restauração. Não devemos dizer: "Esta é a minha igreja. Esta é a minha obra no meu território". Temos apenas uma obra. Essa obra é a obra da restauração que tem por base o ensinamento dos apóstolos. A solução para o problema dos assim chamados territórios e fronteiras entre as igrejas é a comunhão. Não devemos pensar que a vinda dos outros à nossa região pode perturbar a nossa obra. Não temos de defender a nossa obra. A nossa obra é a obra do Senhor, que é a obra de restauração. Precisamos da comunhão adequada entre todas as igrejas em todas as nações e precisamos de uma visão clara acerca do ensinamento dos apóstolos e da comunhão dos apóstolos.

Essa comunhão destina-se a preservar a unidade universal do Corpo de Cristo (Jo 17:11b, 20-23; Ef 4:3-6). Efésios 4:3 exorta-nos a esforçar-nos por preservar a unidade do Espírito. Podemos manter essa unidade, porque ela já nos pertence. Temos essa unidade; por isso, apenas precisamos preservá-la. Por mais fracos que sejamos, ainda temos a unidade. Isso é porque ainda temos a circulação do "sangue", a circulação do Espírito. Se não tivéssemos a circulação, estaríamos espiritualmente mortos. Enquanto tivermos vida, por mais fracos que sejamos, temos essa unidade. Ela pertence a cada crente. O que precisamos depois é apenas preservar a unidade. Quando preservamos a unidade, estamos na comunhão única da restauração do Senhor. (Witness Lee, A Brief Presentation of the Lord's Recovery, pp. 42-43)

4.4 A comunhão das igrejas locais

As igrejas locais são as muitas expressões locais do Corpo universal de Cristo. Embora estejam geograficamente afastadas umas das outras, elas não podem ser divididas. Para manter a comunhão universal do Corpo de Cristo, é necessário que as igrejas locais tenham comunhão com todas as igrejas locais genuínas em toda a terra.
As igrejas locais devem ter comunhão com todas as igrejas locais genuínas em toda a terra para manter a comunhão universal do Corpo de Cristo. Qualquer igreja local que não preserva essa comunhão universal do Corpo de Cristo é sectária e torna-se uma divisão local. Algumas pretensas igrejas locais não são genuínas e tornaram-se divisões; não precisamos ter comunhão com tais "igrejas". No entanto, devemos ter comunhão com todas as igrejas locais genuínas em toda a terra para preservar a comunhão universal do Corpo de Cristo. Caso contrário, já não somos uma igreja, mas uma divisão. Uma igreja permanece no Corpo; uma divisão é um grupo de crentes que se divide do Corpo. Quando o meu braço permanece no corpo, é uma parte do meu corpo vivo. Se for cortado e separado do corpo, torna-se uma coisa morta. (Witness Lee, A Brief Presentation of the Lord's Recovery, p. 44)

TÓPICO 5: Discernir o Corpo.
Para participar da mesa do Senhor, temos de discernir o Corpo e examinar-nos para ver se estamos ligados a alguma divisão. O nosso testemunho depende de discernirmos o Corpo.
A restauração do Senhor não é um movimento nem uma divisão. Todos, de todas as idades, devem estar juntos em harmonia. Não somos uma divisão e não há divisões entre nós. Antes, somos o testemunho do único Corpo e do Espírito. Sempre que vimos para a mesa do Senhor, declaramos a todo o universo que somos um, que saímos da divisão e que não há divisões entre nós. Quando tocamos o pão, que representa o único Corpo de Cristo no universo, temos de ter o testemunho em nossa consciência de que não estamos envolvidos com nenhuma divisão. Se não temos uma consciência clara acerca da divisão quando tocamos a mesa do Senhor, sofreremos, pois comemos e bebemos sem discernir o Corpo. Isso não será proveitoso para nós. Que o Senhor tenha misericórdia de nós para que, sempre que vamos à mesa do Senhor, examinemos a nossa consciência para determinar se estamos envolvidos ou não com alguma coisa sectária.
Uma vez que esta é uma época de confusão e divisão, temos de discernir que grupo de cristãos é o genuíno testemunho do único Corpo. Então, nós próprios temos de ter a certeza de que não temos semente alguma de divisão nem fonte de divisão entre nós. Se não houver divisão entre nós, a nossa consciência estará clara e daremos um forte testemunho do Corpo do Senhor ao universo. Então, a bênção do Senhor estará sobre nós. (Witness Lee, The Spirit and the Body, pp. 215-216).

Considerações finais

O Corpo de Cristo é único e não pode ser dividido (Jo 19: 32-36) e nós temos a alegria e privilégio de testificar dessa unidade nas igrejas. Esse testemunho que damos é único em toda terra, porque é um testemunho que só pode ser dado na base genuína da unidade.
Em Efésios 4:1-3 nos mostra que devemos nos esforçar por preservar a unidade do Espírito (a unidade do Corpo de Cristo). Ora, a prática da unidade é a unanimidade; e a unanimidade é a chave mestra para todas as bênçãos no Novo Testamento (At 1:14; 2:15; 4:24; 5:12; 15:25; Rm 15:6). Entende-se unanimidade como sendo uma postura.
Se observarmos a experiência de Jônatas, no Antigo Testamento, perceberemos que ele viu que Davi era o ungido do Senhor e foi um com Davi até certo ponto, mas por causa de afeição natural, permaneceu com Saul; e o seu fim foi a morte. Irmãos, Jonatas viu a verdade e não foi fiel a ela, em Provérbios 23:23a afirma: “Compra a verdade e não a vendas”. Que o Senhor nos revele a Sua igreja e que a nossa postura seja estar em unanimidade, porque temos uma única visão, a visão da economia eterna de Deus (At 1:14; 1Co 1:9-10; Jr 32:39). Sejamos fieis a esta verdade (Pv 23:23)!
Por isso, rogamos aos irmãos que estejam abertos a comunhão para juntos observarmos os pontos de fé, indispensáveis para permanecermos na linha central da Economia de Deus. Caso contrário, nós seguiremos o nosso Senhor na restauração que Ele mesmo está realizando.
Importa destacar que, após muita comunhão e oração, resolvemos perseverar no partir do pão[2] (At 2:42, 46), restaurando a mesa do Senhor como prática instituída pelo Senhor Jesus como forma de recordarmos dEle e de tudo que Ele planejou e realizou por nós, dando o testemunho da unidade nesta cidade (I Co 11:23-25).
Por tanto, estamos enviando esta carta como convite à comunhão com os santos locais, para que em comum acordo possamos preservar a unidade universal do Corpo de CristoAntes de estabelecermos a mesa do Senhor, queremos ter comunhão presencial com os irmãos, estamos abertos a que marquem um horário e lugar.

Na comunhão do Corpo de Cristo, assinam e dão fé os irmãos:










[1] Baseamo-nos no livro: A Mesa do Senhor e a Unidade do Corpo (Tony ESPINOSA; Bob DANKER: 2009).
[2] Data prevista para partir o pão dia 27 de março de 2016.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

CONFERÊNCIA DE ENTREMESCLAR EM CAMPINA GRANDE – PB PARA O DESFRUTE DAS IGREJAS NA REGIÃO NORDESTE

CARTA-CONVITE

Amados irmãos,

É com muita alegria que convidamos a todos a participarem da Conferência de Entremesclar das igrejas da Região Nordeste, em Campina Grande – PB.

DATA: 25 à 27 de Março de 2016.
INÍCIO: 16:00 horas do dia 25/03.
LOCAL: DUBAI RECEPÇÕES. Avenida Janúncio Ferreira, 469 - Centro – Campina Grande – PB. Obs. Local das reuniões e refeições.


*PROGRAMAÇÃO DA CONFERÊNCIA
25/03 – Sexta-feira:
16:00hs – Reunião de jovens.
18:00hs – Intervalo/lanche jovens.
18:30hs – Reunião com todos os irmãos.
20:00hs – Jantar.
22:30HS – Repouso.

26/03 – Sábado:
9:00hs – Reunião com todos os irmãos.
12:00hs – Almoço.
14:00hs – Descanso.
16:00hs – Reunião de jovens.
16:30hs – Grupo de revisão (outros irmãos).
17:30hs – Término da revisão.
18:00hs – Intervalo para lanche.
18:30hs – Reunião com todos os irmãos.
20:00hs – Jantar.
22:30hs – Repouso.

27/03 – Domingo:
9:00hs – Reunião com todos os irmãos.
12:00hs – Almoço.
14:00hs – Término da conferência.

Para maiores informações ou dúvidas favor ligar para um dos seguintes irmãos.
Wamberto Lima (83) 9 8801-7722 - Oi
Henrique Alves (83) 9 9641-0773 - Tim
Lincon Guedes (83) 9 9947-2236 - Tim

campinagrandeigreja@gmail.com

Em Cristo e no Corpo.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O QUE A SUA MORTE E RESSURREIÇÃO REPRESENTAM E ABRANGEM


O Senhor Jesus, quando morreu na Cruz, verteu seu sangue; doava assim a sua vida sem pecado para expiar os nossos pecados e satisfazer a justiça e santidade de Deus. somente o Filho de Deus podia cumprir esta obra. Nenhum homem pode ter parte nela. As Escrituras nunca tem falado que nós tenhamos vertido o nosso sangue com Cristo. Em sua obra expiatória diante de Deus, foi sozinho; mais ninguém poderia participar. Mas o Senhor não morreu somente para verter o seu sangue; Ele morreu para que nós pudéssemos morrer. Ele morreu como o nosso representante. Em sua morte, Ele abraça todos nós, vocês e eu.
Adotamos amiúde os termos "justificação" e "identificação" para descrever estes dois aspectos da morte de Cristo.
Na maior parte dos casos, a palavra "identificação" é exata. Mas "identificação" poderia fazer pensar que a iniciativa seja nossa: que seja eu que me esforço em identificar-me com o Senhor. Reconheço que o termo é apropriado, mas deveria ser adotado mais além. É melhor começar pelo fato que o Senhor me incluiu em sua morte. É a morte inclusiva do Senhor o que me dá o modo de me identificar; não sou eu que me identifico por ser incluído em sua morte. O que importa é que Deus tem me incluído em Cristo. Isto é uma coisa que Deus realizou. Por esta razão, aquelas duas palavras do Novo Testamento, "em Cristo", são sempre tão preciosas ao meu coração. A morte do Senhor Jesus nos abraça, nos liga. A ressurreição do Senhor Jesus é igualmente inclusiva. Nós paramos no primeiro capítulo da primeira epístola aos Coríntios, para estabelecer o fato de que estamos "em Jesus Cristo". Agora iremos até o fim dessa mesma epístola, para ver mais profundamente o que significa isto. Em 1 Coríntios 15:45-47, dois nomes ou títulos são adotados para indicar o Senhor Jesus. Ele é chamado "o último Adão" e ainda "o segundo homem". As Escrituras não falam dEle como do segundo Adão, mas como "o último Adão"; elas não falam nunca dEle como do último homem, mas como "o segundo homem". É preciso sublinhar esta distinção, porque ela confirma uma cada de grande valore. Como último Adão, Cristo abrange em si toda a humanidade; como segundo homem se converte na cabeça de uma nova raça. Achamos aqui, então, uma dupla união, uma relativa à sua morte e a outra à sua ressurreição. Em primeiro lugar, a sua união com a raça como "o último Adão" iniciou-se historicamente em Belém para terminar na Cruz e no túmulo. Por ela Ele recolheu em si mesmo tudo o que havia em Adão para levá-lo a juízo e à morte. Em segundo lugar, a nossa união com Ele como "segundo homem" inicia da ressurreição para terminar na eternidade —ou seja, para não acabar nunca—, porque tendo em sua morte deixado de lado o primeiro homem, no qual o desígnio de Deus não se cumpriu, Ele ressurgiu como Cabeça de uma nova raça de homens, na qual aquele desígnio será finalmente plenamente realizado. Assim, quando o Senhor Jesus foi crucificado na Cruz, o foi como o último Adão. Tudo o que estava no primeiro Adão foi recolhido e destruído com Ele. Também nós. Como último Adão, Ele cancelou a velha raça; e como segundo homem, introduziu a nova raça. Em sua ressurreição Ele avança como o segundo homem, e também aqui nós estamos compreendidos. "Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição" (Rm 6:5).
Nós morremos nEle quando era o último Adão; vivemos nEle agora que é o segundo homem. A Cruz é assim o poder de Deus que nos faz passar de Adão a Cristo.


Extraído do livro: A verdadeira vida cristã


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O MEIO DIVINO DA LIBERAÇÃO


Deus deseja certamente que esta consideração nos conduza à liberação prática do pecado. Paulo o mostra muito claramente quando inicia o capítulo 6 de sua carta aos Romanos com esta pergunta: "Que diremos pois? Permaneceremos no pecado?" todo seu ser se rebela diante do pensamento de uma tal possibilidade. "De modo nenhum!", exclama. Como poderia um Deus Santo estar satisfeito de ter filhos impuros e encadeados ao pecado? Assim, "como viveremos ainda nele (no pecado)?" (Rm 6:1-2). Deus tem, então, providenciado um meio poderoso e eficaz para liberar-nos do domínio do pecado. Mas é esse o nosso problema; nascemos pecadores, como podemos eliminar a nossa herança de pecado? Se somos nascidos em Adão, como poderemos sair de Adão? Deixem-me dizê-lo em seguida, o sangue de Cristo não pode nos fazer sair de Adão. Solo nos resta um único meio. Já que entramos na raça de Adão através do nascimento, só poderemos sair através da morte. Para pôr fim a nossa natureza pecaminosa é necessário pôr fim a nossa vida. A escravidão do pecado veio pelo nascimento; a liberação do pecado vem com a morte —e é esse precisamente o meio de liberação que Deus dispus. A morte é o segredo da liberação. "Nós, que estamos mortos para o pecado..." (Rm 6:1).
Mas como podemos morrer? Muitos de nós, talvez, temos realizado enormes esforços para livrar-nos deste estado de pecado, só para achá-lo ainda mas tenaz. Qual será, então, a saída? Não certamente tratando de matar-se, senão somente com o reconhecimento de que Deus tem resolvido o nosso problema "em Cristo". Isto é retomado na declaração sucessiva do apóstolo Paulo: "...todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte" (Rm 6:3). Todavia se Deus tem providenciado a nossa morte "em Jesus Cristo", é necessário que nós sejamos "nEle" para que isto seja verdade; e isto parece um problema tão difícil. Como podemos ser colocados "em Cristo"? Também aqui Deus vem em nosso auxílio. De fato, nós não possuímos meio algum de assumir a nossa posição em Cristo, porém, e o que é mais importante, não temos a necessidade de procurar fazê-lo, porque já estamos "em Cristo". Isso que nós não podíamos fazer por nós mesmos, Deus tem realizado por nós. Ele nos colocou em Cristo. Lembrem de 1 Coríntios 1:30. Acredito que este seja um dos mais preciosos versículos de todo o Novo Testamento: "Vós sois dele, em Jesus Cristo". Como? Por meio dEle: "...o qual para nós foi feito por Deus"
Louvado seja Deus! Não nos deu a preocupação de procurarmos um meio para sermos "em Cristo". Não precisamos predispor a nossa nova posição. Deus o tem feito por nós; e não somente tem predisposto a nossa posição em Cristo, mas também a cumpriu. Estamos já em Cristo; não temos, então, necessidade de esforçar-nos para estar nEle. Este é um fato divino, e foi cumprido. Ora, se isto é verdade, então se seguem algumas coisas. Na demonstração de Hebreus 7, que temos já considerado, vimos que "em Abraão" todo Israel —e portanto Levi, que ainda não tinha nascido— ofereceu o dizimo a Melquisedeque. Não ofereceram separada ou individualmente, mas estavam em Abraão quando ele ofereceu, e a sua oferta abrangeu toda a sua progênie. Esta, então, é a verdadeira figura de nós mesmos "em Cristo". Quando o Senhor Jesus esteve na Cruz, todos nós morremos —não separadamente, porque não tínhamos ainda nascido—, mas morremos nEle porque já éramos nEle. "Um morreu por todos, logo todos morreram" (2 Coríntios 5:14). Quando Ele foi crucificado, todos nós fomos crucificados, lá, com Ele. Freqüentemente, quando se predica nas cidades chinesas, é necessário usar exemplos muito simples para verdades divinas muito profundas. Lembro-me que um dia peguei um livro, coloquei nele um pedacinho de papel, e disse àquelas pessoas tão símplices: "Agora prestem muita atenção. Pego um pedacinho de papel. Ele tem uma identidade completamente diferente da do livro. Neste momento não o necessito, e o guardo dentro do livro. Agora faço alguma coisa com este livro. O envio para Xangai. Não envio o pedacinho de papel, porém o pedacinho de papel foi colocado dentro do livro. O que acontece com o pedacinho de papel? Poderá o livro ir para Xangai e o pedacinho de papel que está dentro dele ficar aqui? Pode o pedacinho de papel levar uma sorte diferente à do livro, se está dentro dele? Não! Aonde vá o livro, lá irá igualmente o pedacinho de papel. Se deixar cair o livro no rio, também o pedacinho de papel cairá nele, e se eu volto pegá-lo rapidamente, salvarei também o pedacinho de papel, porque ele está dentro do livro. Assim, "vós sois dele (de Deus), em Jesus Cristo".
O Senhor Deus mesmo nos colocou em Cristo, e o que Ele fez a Jesus Cristo, Ele o fez à humanidade toda. O nosso destino está ligado ao dele. Aquilo que Ele atravessou, nós o atravessamos também, porque "estar em Cristo" quer dizer estar identificados com Ele em sua morte e ressurreição. Ele foi crucificado; então, o que será de nós? Pediremos a Deus para que nos crucifique a nós também? Nunca! Já que Cristo foi crucificado, todos nós fomos já crucificados nEle; e como a sua crucifixão já aconteceu, a nossa não pode ainda estar no futuro. Duvido que vocês possam achar no Novo Testamento um único texto no qual se diga que a nossa crucifixão ainda deve acontecer.
Todas as referências a ela estão na forma "aoristo", do verbo grego que indica aquilo que aconteceu "uma vez para sempre", aquilo que aconteceu "eternamente no passado" (veja Rm 6:6; Gl 2:20; 5:24; 6:14). E como ninguém pode matar-se por meio da Cruz, porque é materialmente impossível, assim também sob o ponto de vista espiritual, Deus não nos pede para nos crucificar a nós mesmos. Já fomos crucificados quando Cristo foi crucificado, porque Deus nos colocou nEle. O fato de que estejamos mortos em Cristo não é simplesmente uma posição doutrinária, mas uma realidade eterna e inegável.


Extraído do livro: A verdadeira vida cristã