segunda-feira, 4 de julho de 2016

A VIDA CRISTÃ QUE DEUS ORDENOU [PARTE VII]

Uma Vida Cheia de Luz

De novo lhes falou Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem Me segue de modo nenhum andará nas trevas mas terá a luz da vida (João 8:12)

Essa é a vida que Deus ordenou para o cristão. Os que podem permanecer afastados das trevas e caminham na luz da vida não são cristãos especiais. Nenhum cristão que segue a Cristo deve andar em trevas; pelo contrário, deve ter a luz da vida. Um cristão que está cheio de luz é simplesmente um cristão normal, enquanto um cristão que não tem a luz é um cristão anormal.

Uma Vida Completamente Santificada

O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Tessalonicenses 5:23)

Essa é a oração que o apóstolo fez pelos crentes tessalonicenses. Se ele disse "vos santifique em tudo", é claro que uma pessoa pode ser santificada em tudo. É possível não achar nenhum defeito em um cristão. Deus nos santificará em tudo e nos conservará íntegros e irrepreensíveis.

Estamos nos referindo à provisão que o Senhor deu ao cristão. A salvação efetuada pelo Senhor deu a cada cristão a capacidade de vencer o pecado completamente, de ser plenamente libertado da escravidão do pecado, de subjugá-lo e de ter comunhão com Deus sem estorvos. Essa é a vida que Deus ordenou para nós. Isso não é uma simples teoria, mas um fato, porque essa é a provisão do Senhor.

Extraído do livro: A vida que vence

domingo, 3 de julho de 2016

A VIDA CRISTÃ QUE DEUS ORDENOU [PARTE VI]

Uma Vida Capaz de Fazer o Bem

Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas (Efésios 2:10)

Recordemos que Efésios 2:10 vem depois dos versículos 8 e 9. Nos versículos anteriores é dito que fomos sal vos pela graça e aqui nos é dito que somos Sua feitura (ou, obra-prima), criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas. Essa não é uma experiência especial somente para alguns cristãos, mas deve ser a experiência de todo o que foi salvo. Deus nos salva para que ficamos o bem. Nossas boas obras estão de acordo com o que Deus ordenou ou estamos sempre nos queixando ao fazer o bem? Suponha que você limpe o chão. É possível que enquanto esteja limpando se queixe de que só uma ou duas pessoas o ajudam e as demais não. Isso produzirá jactância ou murmuração. Isso não é fazer o bem. Toda boa obra de um cristão deve ser acompanhada de um gozo superabundante; não devemos ser avarentos, jactanciosos nem egoístas, mas generosos e prontos a dar. Seria lamentável que apenas os melhores cristãos pudessem fazer o bem. Deus designou que fazer o bem deve ser a experiência comum de todo cristão.


Extraído do livro: A vida que vence

sábado, 2 de julho de 2016

A VIDA CRISTÃ QUE DEUS ORDENOU [PARTE V]


Uma Vida que Vence Toda a Circunstância

Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou (Rm 8:35, 37)

Oh! nosso Senhor, que nos amou, é mais que vencedor em todas essas coisas! Essa deve ser a experiência cristã; mas em nosso caso, nem sequer necessitamos que a tribulação ou a espada nos sobrevenha; assim que alguém nos olhe torto, perdemos o amor de Cristo. Porém, Paulo disse que ele em todas essas coisas era mais que vencedor. Essa deve ser a experiência normal de todos os cristãos. A experiência normal de um cristão deve ser a vitória; o anormal deve ser a derrota. Conforme o que Deus ordenou, todo cristão deve ser mais que vencedor. Toda vez que depararmos com tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo ou espada, não apenas devemos vencer, mas devemos ser mais que vencedores. Não importa se há dificuldades. Os não-cristãos podem pensar que os cristãos tornaram-se loucos. Aleluia, podem dizer, mas nós já não estamos preocupados com essas coisas e nelas somos mais que vencedores por causa do amor de Cristo. Glória ao Senhor! Essa deve ser a experiência de todo cristão; é a experiência que Deus nos designou. Mas qual é nossa verdadeira condição? A Bíblia não escondeu essas experiências de nós, mas nós muitas vezes não sabemos como entrar nelas. Antes mesmo de a tribulação se intensificar, já estamos gritando: "Preciso de paciência! Estou sofrendo!" Se encontramos o caminho para entrar nessa vida, seremos mais que vencedores em todas essas coisas.
Em 2 Coríntios 2:14 se diz: "Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento". A vida cristã não é uma vida que vence algumas vezes, e, em outras é derrotada; não é uma vida que vence pela manhã e é derrotada a tarde. A vida cristã vence constantemente. Se hoje deparamos com uma tentação e a vencemos, não devemos emocionar-nos ao ponto de não poder dormir à noite. A experiência de não vencer deve ser o anormal. Vencer deve ser normal e freqüente.


Extraído do livro: A vida que vence

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A VIDA CRISTÃ QUE DEUS ORDENOU [PARTE IV]

Uma Vida Livre do Poder do Pecado

"Tendo Deus ressuscitado o seu Servo, enviou-o primeiramente a vós outros para vos abençoar, no sentido de que cada um se aparte das suas perversidades (At 3:26).

 A mensagem que Pedro deu no pórtico do templo ainda fala de nossa condição hoje. O que o Senhor Jesus realizou é mais do que suficiente para libertar-nos do pecado. O cristão deve ter a experiência básica de ser libertado do pecado. Como cristãos devemos, pelo menos, vencer os pecados conhecidos. Pode ser que não vençamos os pecados que não conhecemos. Mas devemos vencer por meio do Senhor todos os pecados que conhecemos. Talvez estejamos encurralados por muitos pecados que nos têm atormentado por anos. Pelo poder do Senhor, devemos vencer todos esses pecados. Esse é o modelo bíblico. O normal é que apenas ocasionalmente um homem seja vencido por alguma transgressão. Mas nossa experiência é que só  ocasionalmente vencemos. Quão anormal é nossa experiência!
Romanos 6:1-2 diz: "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?" Todo o que creu no Senhor Jesus e tornou-se cristão, morreu para o pecado. Ninguém que tenha crido no Senhor Jesus e tenha se tornado cristão deve continuar vivendo no pecado. Mas como sabemos que estamos mortos para o pecado? O versículo seguinte dá-nos a resposta.
O versículo 3 diz: "Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte?" Em outras palavras, todos os que foram batizados e são salvos estão mortos para o pecado. Quando uma pessoa é batizada, ela morre em Cristo Jesus.
O versículo 4 diz: "Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida". Esse deve ser o viver diário de cada cristão. Todos os que foram batizados devem andar em novidade de vida. Esse não é um versículo dirigido só a um grupo especial de cristãos, mas a todos os cristãos, aos salvos e batizados. Todos fomos batizados; portanto, todos devemos andar em novidade de vida. Essa é a experiência que Deus ordenou para cada cristão. Será que andamos em novidade de vida?
Romanos 6:14 diz: "Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei e sim da graça". Eu valorizo muito esse versículo. Quem não está debaixo da lei, e, sim, da graça? Acaso Andrew Murray foi o único? Ou só Paulo, Pedro e João o foram? Não são todos os que creram que não estão debaixo da lei, e, sim, da graça? Quantos dos presentes aqui estão debaixo da graça? Agradecemos e louvamos ao Senhor porque estamos debaixo da graça. Nenhum de nós está debaixo da lei.
Há, porém, outra oração antes dessa: "O pecado não terá domínio sobre vós". Agradecemos e louvamos ao Senhor porque o pecado não terá mais domínio sobre nós. Agradecemos e louvamos ao Senhor porque a vitória não é a experiência de um grupo especial de cristãos. Agradecemos e louvamos ao Senhor porque a vitória é a experiência de cristãos comuns. Agradecemos e louvamos ao Senhor porque todo cristão salvo está debaixo da graça. Quando fui salvo, vi esse versículo e ele teve muito valor para mim. Percebi que havia experimentado muitas vitórias e vencido muitos pecados. Percebi que Deus me havia concedido Sua graça. Mas ainda havia um pecado que me dominava. De fato, alguns pecados constantemente voltavam a visitar-me. Isso era como a experiência que tive um dia com um irmão. Encontrei-me com ele na rua e o saudei de longe. Em seguida entrei em uma loja para comprar algo. Quando saí, ele vinha em minha direção e o saudei mais uma vez. Logo depois, entrei em outra loja e comprei outro artigo. Quando saí, voltei a encontrar-me com ele e o saudei de novo. Ao virar a outra rua, encontrei-me mais uma vez com ele e tornei a saudá-lo. Cruzei uma segunda rua, e ao encontrar-nos de novo, voltei a saudá-lo. Assim, encontrei-me com esse irmão e o saudei cinco vezes naquele dia. Encontramo-nos com o pecado da mesma forma que me encontrei com esse irmão. Parece que o pecado vem ao nosso encontro de propósito. Sempre encontramos com ele; é como se nos estivesse seguindo constantemente. Para alguns é o seu mau humor que continuamente os segue; para outros é o orgulho e a inveja. Parece que a preguiça segue a alguns e a mentira a outros. Pode ser que alguém sempre tenha um espírito implacável, enquanto outro é atormentado continuamente por desejos vis ou pelo egoísmo. Alguns vêem-se acossados com freqüência por pensamentos impuros, enquanto outros experimentam desejos concupiscentes cada momento. Parece que todos têm pelo menos um pecado que sempre os persegue. Tive alguns pecados que me atormentavam continuamente. Tive de reconhecer que o pecado tinha domínio sobre mim. Deus disse que o pecado não teria domínio sobre mim, mas tive de confessar que algo estava errado comigo. Tive de confessar que o erro estava em mim e não na Palavra de Deus. Se vivemos uma vida de derrota, precisamos lembrar-nos que não foi isso o que Deus ordenou para nós. Temos de entender que Deus não tem a intenção de que o pecado tenha domínio sobre nós. Sua palavra diz que o pecado não terá domínio sobre nós!
Romanos 8:1 diz: "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus". Já falei muitas vezes sobre a palavra condenação. Há uns vinte anos uma pessoa encontrou uns manuscritos antigos e descobriu que essa palavra tinha dois significados. Um se usa num contexto civil e o outro num contexto judicial. Conforme a aplicação civil, pode-se traduzir por "incapacidade". Portanto, esse versículo pode ser traduzido por "Agora, pois, já nenhuma incapacidade há para os que estão em Cristo Jesus". Quão maravilhoso isso é! Para quem foi escrito esse versículo? Apenas para John Wesley? ou somente para Martinho Lutero ou para Hudson Taylor? Que diz a Bíblia? Ela diz: "Agora, pois, já nenhuma incapacidade há para os que estão em Cristo Jesus". Quem são esses? Os cristãos. Um cristão é uma pessoa que está em Cristo Jesus, e nenhum cristão deve ser encontrado numa condição de impotência.
O versículo 2 diz: "Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte". Repetirei uma centena de vezes que não são somente cristãos especiais que são libertados da lei do pecado e da morte. Todo cristão deve ser libertado da lei do pecado e da morte. Que significa ser incapaz? 1 )e acordo com Romanos 7 significa fazer o que você detesta e não conseguir fazer o que você quer. É descobrir que "o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo". A incapacidade eqüivale a impotência para se fazer alguma coisa. A história de muitos cristãos está repleta de constantes decisões e de descumprir tais decisões. Continuamente decidem fazer algo e continuamente fracassam. Mas louvemos ao Senhor porque a Palavra de Deus diz que já nenhum cristão é incapaz.
Que é uma lei? É um fenômeno que acontece sempre da mesma maneira. Uma lei existe quando a mesma ação produz o mesmo resultado sob qualquer tipo de circunstância em que a ação se realize. Uma lei é um fenômeno constante; é uma tendência invariável, uma condição que continuamente se repete. Por exemplo, temos a lei da gravidade. Sempre que um objeto cai, a gravidade o atrai para o solo. A força gravitacional é uma lei. Para algumas pessoas, perder a calma é uma lei. Talvez tentem controlar-se uma ou duas vezes, mas na terceira se alterarão. Na quarta vez, perderão a calma. Isso acontece com todos os irmãos.
Talvez você consiga controlar-se no princípio, mas por fim explodirá. Cada vez que a tentação vier, o mesmo resultado se repetirá. Podemos observar que o mesmo acontece com o orgulho. Quando os outros falam bem de você, é possível que você não se comova. Mas, quando o elogiam pela segunda vez, sua expressão mudará rapidamente e seu rosto resplandecerá. Uma lei produz o mesmo resultado quando o mesmo procedimento é repetido. O pecado se fez uma lei para nós. Muitos irmãos toleram certas coisas, mas quando alguém toca em determinado assunto com eles, então se alteram. Podem vencer muitas coisas, mas se irritam quando tocam outras coisas.
Para vencer a lei do pecado não são necessários cristãos especiais. Nenhum cristão deve ficar em sua incapacidade. Todos os cristãos podem ser libertados da lei do pecado. Os versículos anteriormente apresentados mostram-nos fatos, e não mandamentos. Todo cristão precisa experimentar isso. No entanto, nossa experiência não corresponde à Palavra de Deus. Quão triste isso é!

Extraído do livro: A vida que vence

quinta-feira, 30 de junho de 2016

A VIDA CRISTÃ QUE DEUS ORDENOU [PARTE III]

Uma Vida que Contagia os Outros

No último dia, o grande dia da festa, pôs-se em pé Jesus e clamou: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva (João 7:37-38).

Do interior de quem fluirão rios de água viva? Não fluirão somente dos cristãos especiais ou dos apóstolos Paulo, Pedro e João, mas de todos os que crêem, de homens comuns como nós. É do interior de homens comuns como nós que fluirão rios de água viva. Quando as pessoas têm contato conosco, devem encontrar satisfação e deixar de ter sede. Tive uma amiga que, com o simples contato que tinha com as pessoas, fazia com que percebessem a vaidade do mundo, a tolice da ambição e a insipidez da avareza. É possível que naquela ocasião alguém se sentisse insatisfeito por alguma coisa. Porém, tão logo tinha contato com ela, percebia que o Senhor é suficiente e satisfaz. Por outro lado, talvez alguém estivesse contente com algo, mas quando tinha contato com ela, descobria que aquilo não tinha valor. O Senhor disse que quem crê Nele, de seu interior fluirão rios de água viva. Essa deve ser a experiência regular pertinente a todos os cristãos comuns. Não estou falando da experiência de cristãos especiais, mas da experiência de todos os cristãos em geral. Irmãos e irmãs, quando os outros se relacionam conosco eles deixam de ter sede ou permanecem sedentos? Se os outros se queixam de seus sofrimentos e nós também, se outros se sentem tristes e nós fazemos o mesmo, e se outros confessam seus fracassos e nós os nossos, então já não somos rios de água viva mas um árido deserto. Faremos secar até a erva verde de outros. Quando isso acontece conosco, alguém está errado: ou Deus ou nós. Mas, uma vez que Deus não pode errar, sem dúvida nós é que estamos errados.


Extraído do livro: A vida que vence

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A VIDA CRISTÃ QUE DEUS ORDENOU [PARTE II]

Uma Vida que Tem Plena Satisfação no Senhor

Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der, de modo nenhum terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que Eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna (João 4:14).

Quão preciosas são essas palavras! Elas não se referem a um tipo de cristão em particular. Não dizem que só os que têm recebido graça especial do Senhor é que podem ter uma fonte de água que jorre para a vida eterna. O Senhor disse isso à mulher samaritana, alguém que Ele não conhecia. Disse-lhe que se ela cresse, receberia água viva. Essa água seria nela uma fonte a jorrar para a vida eterna. Irmãos e irmãs, que significa ter sede ? Se alguém tem sede significa que não está satisfeito. Os que bebem da água que o Senhor lhes dá jamais terão sede. Agradeçamos e louvemos ao Senhor! Um cristão é alguém que não apenas se conforma com a situação, mas está sempre satisfeito. Não é suficiente que o cristão se conforme, porque o que Deus nos dá satisfaz-nos eternamente. Mas quantas vezes temos caminhado nas grandes avenidas comerciais sem sentir-nos sedentos? Temos sede ao caminhar diante das grandes lojas? Se desejamos isto ou aquilo, por acaso isso não é ter sede? Porventura temos sede quando olhamos nossos colegas e companheiros de estudo e invejamos o que eles têm? Mesmo assim, o Senhor disse: "Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der, de modo nenhum terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que Eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna". O que Ele nos dá é um tipo de vida; porém, o que experimentamos é diferente. O Senhor nos disse que Ele é tudo que necessitamos, mas nós dizemos que Ele não é suficiente. Precisamos de outras coisas para poder ficar satisfeitos, mas Ele diz que Ele nos basta. É o que recebemos do Senhor que está errado ou é nossa experiência que está errada? Um dos dois deve estar errado. Não é possível que o Senhor emita para nós um cheque sem fundos. O que Ele promete, Ele certamente dará. Nossa experiência passada é expressa nas palavras de um hino: "Antes meio salvo" (Hinos 253, estrofe 2). Por que o Senhor disse que o crente jamais terá sede? Porque é diferente em seu interior. Em seu interior há novas exigências e novas satisfações. Irmãos e irmãs, vivemos diante de Deus e O servimos em santidade e justiça todos os nossos dias? Vivemos diante de Deus cada dia em santidade e justiça como disse o sacerdote Zacarias em Lucas 1:75? Temos algo que jorra do nosso interior constantemente e satisfaz a sede de outros? Em chinês existe a expressão wu-wei, que significa "não fazer nada". Os cristãos devem ser os que não pedem nada. Podemos dizer que o Senhor é suficiente para nós. Será que estamos satisfeitos unicamente com o Senhor? Estamos de fato satisfeitos somente com o Senhor Jesus? Se não estamos, isso indica que algo anda errado em nosso viver.


Extraído do livro: A vida que vence

terça-feira, 28 de junho de 2016

A VIDA CRISTÃ QUE DEUS ORDENOU [PARTE I]


De acordo com Deus, que tipo de vida um cristão deve levar? Não nos referimos aqui a cristãos mais experimentados, mas a todos os cristãos, os que foram salvos e regenerados e receberam a vida eterna. Que tipo de vida devem levar? Somente depois de sabermos isso é que veremos o que nos falta. Que a Bíblia diz acerca da vida cristã? Examinemos alguns trechos da Bíblia.
  
Uma Vida Livre de Todos os Pecados

Ela dará à luz um filho, e O chamarás pelo nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21).

Nosso mau gênio está nos atormentando? Continuamos atados aos nossos pecados e enredados pelos nossos pensamentos?
Somos tão orgulhosos e tão egoístas como antes? Continuamos sendo os mesmos ou já fomos libertados do pecado? Muitas vezes dei o seguinte exemplo: há diferença entre uma bóia e um barco salva-vidas. Quando um homem cai na água e alguém lhe atira uma bóia, ele não se afogará se se agarrar a ela, porém não sairá da água. Não afundará, todavia não poderá sair da água.
Não estará morto, porém também não estará vivendo. O barco salva-vidas é diferente. Ao entrar no barco salva-vidas, a pessoa que estava em perigo de afogar-se sai da água. A salvação que o Senhor nos proveu não é a salvação da bóia, mas a do barco. Ele não irá até a metade do caminho deixando-nos entre a vida e a morte. Ele salvará o Seu povo dos seus pecados. Ele não nos deixa nos pecados. Portanto, a salvação descrita na Bíblia nos salva do pecado. Apesar disso, mesmo que já tenhamos crido, não somos salvos do pecado; ainda vivemos nele. Por acaso a Bíblia está equivocada? Não, não há nada equivocado na Bíblia; é nossa experiência que está equivocada.
Que outra coisa fez Jesus quando veio a nós? Que diz a Bíblia a respeito de Sua obra? Vamos prosseguir.

Uma Vida que Tem Comunhão íntima com Deus
Lucas 1:69 diz: "E nos suscitou um chifre de salvação na casa de Davi, Seu servo". Os versículos 74 e 75 dizem: "De conceder-nos que, livres da mão de inimigos, O servíssemos sem temor, em santidade e justiça perante Ele, todos os nossos dias". Deus suscitou para nós um chifre de salvação na casa de Davi. Já temos esse chifre. Que fez esse chifre de salvação por nós e até que ponto nos livrou? Ele nos livrou da mão de nossos inimigos. Que tipo de vida Ele deseja que vivamos depois de libertados? Depois de libertados da mão de nossos inimigos, será que Ele está somente interessado em que O sirvamos em santidade e justiça? É só isso que Ele deseja? Se é assim, nós O serviremos em santidade e justiça apenas algumas vezes. Mas agradeçamos e louvemos ao Senhor porque Sua Palavra diz que devemos servi-Lo em santidade e justiça todos os nossos dias. Devemos servir em santidade e justiça enquanto vivermos. Esse é o tipo de vida que Deus ordenou para nós. Devemos servi-Lo em santidade e justiça todos os nossos dias. É claro que para vergonha nossa temos de admitir que não O temos servido em santidade e justiça todos os nossos dias, mesmo que Deus já nos tenha libertado da mão de nossos inimigos. Ou o que a Bíblia diz está errado ou é nossa experiência que está. A única maneira de nossa experiência estar correta é a Bíblia estar errada. Antes eu me perguntava que tipo de vida a Bíblia espera de um cristão. De acordo com ela, todo aquele que é salvo deve servir ao Senhor em santidade e justiça todos os seus dias. Se a Bíblia estiver errada, nossa experiência poderá ser justificada; mas se ela não está errada, então é nossa experiência que deve estar.

Extraído do livro: A vida que vence


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Nossa Experiência [Parte IV]

SEJAMOS FRANCOS E NÃO NOS ENGANEMOS A NÓS MESMOS


Precisamos orar a Deus e pedir-Lhe que não nos deixe enganar-nos a nós mesmos. Deus só pode abençoar um tipo de pessoa: as que são francas diante Dele. Na pregação de Filipe vemos que a benção de Deus só chega quando a mentira é detida. Devemos dizer: "Oh! Deus, menti para Ti; perdoa-me". Quando oramos dessa maneira, o Senhor imediatamente nos abençoa. Irmãos e irmãs, talvez vocês tenham dito: "Oh! Deus, satisfaze-me". Mas precisamos entender que os que estão insatisfeitos não necessariamente têm fome. Para poder ser satisfeitos, devemos ter fome. Quando o filho pródigo abandonou a seu pai e desperdiçou todos os seus bens, desejava satisfazer-se com as alfarrobas que os porcos comiam. Ninguém lhe deu nada. Isso é estar insatisfeito. Alguns estão diariamente insatisfeitos e procuram encher o ventre com alfarrobas. Uma coisa é estar insatisfeito e outra é ter fome. Como podemos estar satisfeitos se somos frágeis e caímos constantemente? Embora não estejamos satisfeitos, enchemo-nos de coisas e vivemos esse tipo de vida dia após dia. Não basta estar insatisfeitos, precisamos também ter fome. O Senhor só pode abençoar um tipo de pessoa nesta conferência: as que têm fome. Deus não promete satisfazer aos insatisfeitos. Irmãos e irmãs, deixemos todas as mentiras. Já temos mentido a Deus por muito tempo. Temos fracassado! Temos fracassado diante de Deus! Fazer esta confissão diante dos homens é uma glória para o nome de Deus. Dêem graças a Deus e louvem-No. Todos os que são francos serão abençoados. Dêem graças ao Senhor e louvem-No. Creio que muitos nesta oportunidade terão um encontro com Deus e Deus os abençoará.

Extraído do livro: A vida que vence

domingo, 26 de junho de 2016

Nossa Experiência [Parte III]

VENCER É NECESSÁRIO E POSSÍVEL

Irmãos e irmãs, se vocês descobrirem que têm algum dos pecados mencionados, certamente precisam vencer. Não sei quantos desses oito tipos de pecados você cometeu. Talvez apenas um ou dois; talvez mais. Mas Deus não permitirá que nem um, dois ou mais pecados o enredem. É provável que você observe alguns defeitos em um irmão, que detecte imperfeições em outro ou algumas falhas em um terceiro. Mas é errado ter tantas falhas. Devemos dar graças ao Senhor e louvá-Lo porque todos os pecados estão debaixo de nossos pés. Demos graças ao Senhor e louvemo-Lo. Não há pecado, por maior que seja, que sejamos obrigados a cometer. Demos graças a Deus e louvemo-Lo. Não há tentação tão grande que não possa ser vencida.
A vida que o Senhor ordenou para nós é uma vida de comunhão ininterrupta com Deus. Todo cristão pode fazer a vontade de Deus e pode ser totalmente livre de seus afetos naturais. Todo cristão pode vencer o pecado completamente e também seu caráter. O cristão pode consagrar tudo a Deus e ser libertado do amor que tem ao pecado. Demos graças a Deus e louvemo-Lo. Essa não é uma vida idealista; é uma vida que pode ser plenamente praticada.


Extraído do livro: A vida que vence

sexta-feira, 24 de junho de 2016

NOSSA EXPERIÊNCIA [Parte II - Continuação...]

OITO TIPOS DE FRACASSO NO CRISTÃO

Que tipo de vida vivemos? Uma vida escravizada pela lei do pecado. "Pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo" (Rm 7:18). Nossa vida é uma vida de fracassos, pois está escravizada pelo pecado. Deus nos deu uma vida muito elevada, mas nós vivemos uma vida de fracassos. De acordo com a nossa experiência e o registro das Escrituras, um cristão tem oito tipos de fracassos, ou seja, oito tipos de pecados.

5. Pecados na Predisposição
A predisposição natural do homem está relacionada com seu caráter. De fato, é o que o caracteriza. Toda pessoa nasce com certa predisposição natural. O Senhor não veio apenas livrar-nos do pecado, mas também das nossas inclinações. Alguns nascem obstinados; outros, muito legalistas. Outros são muito frágeis e temem assumir qualquer responsabilidade. Alguns talvez não sejam tão rigorosos ou bonzinhos; são, no entanto, como os que gostam de se exibir. Onde estão, querem ser notados. Outros são muito retraídos. Eles não gostam de ser notados onde estão. Sempre procuram um canto onde sentar-se. Alguns irmãos são muito rápidos para tudo, enquanto outros são muito lentos. Alguns gostam de falar muito. Outros são muito levianos quanto aos fatos, assim que ficam sabendo de algo, correm para contar aos demais.
Senti-me obrigado a falar desses assuntos porque o andar diário dos cristãos de hoje está longe de expressar a Deus. Alguns irmãos somente vêem as falhas dos outros; e são incapazes de apreciar as virtudes dos demais. De sua boca só saem palavras de críticas. Em certa ocasião, um irmão do norte da China conseguiu vencer nessa área. Antes não podia evitar notar as falhas nos outros. Quando uma pessoa vinha a ele, esse irmão mencionava seis ou sete defeitos que notava na pessoa. Quando outro se aproximava, ele também encontrava nesse outro seus seis ou sete problemas. Eu lhe disse que a razão pela qual ele via tantos problemas nos outros era porque ele mesmo era o problema. Essa era sua inclinação natural. Irmãos e irmãs, todas essas coisas são pecados. Todo cristão vencedor vive acima delas todas, e não debaixo delas.

6. Falta de Disposição para Obedecer à Palavra de Deus
Não apenas temos os pecados no lado negativo: a Bíblia nos mostra que ser negligente diante de Deus em nossa intenção de obedecer à Sua palavra também é pecado. Irmãos e irmãs, quantos mandamentos de Deus vocês têm lido, e a quantos têm obedecido? Quantos maridos amam a mulher e quantas mulheres se submetem ao marido? Quantos cristãos percebem que estar tristes é pecado? A Bíblia diz que devemos regozijar-nos sempre. Quantos cristãos têm obedecido a esse mandamento? Devemos ver que estar triste é pecado. Todos os que não se regozijam, pecam. O mandamento de Deus diz que por nada devemos estar ansiosos. Se estamos cheios de ansiedade, temos pecado. De acordo com o mandamento de Deus, estar triste e ansioso é pecado. Claro que, de acordo com o homem, estar triste ou ansioso não é pecado, mas a Palavra de Deus diz que a tristeza e a ansiedade são pecados.
Devemos em tudo dar graças. Deus manda que demos graças em tudo. Em tudo devemos dizer: "Deus, eu Te agradeço e Te louvo". Mesmo que encontremos dificuldades devemos dizer: "Deus, eu Te agradeço e Te louvo". Em tudo dar graças, mais ainda, é um mandamento de Deus. A vitória e a força nos capacitam para obedecer o que Deus manda.

7. Deixar de Dar a Deus o que Ele Exige
Deus requer que nos consagremos a Ele absolutamente e exige que Lhe consagremos nossa esposa e nossos filhos. Também requer que Lhe consagremos nossas atividades e todo nosso dinheiro inteiramente a Ele. Eles não tomam o que Deus lhes deu para esbanjar no mundo. Eles consagraram a própria vida ao Senhor. Todos, que temem consagrar a Deus seus pertences, seus bens materiais e seus relacionamentos com os outros, ainda não venceram. Quanto mais uma pessoa se consagra a Deus, mais força tem. Aqueles que se consagram a Ele voluntariamente parecem motivar Deus a tomar mais ainda. É como se dissessem a Deus: "Por favor, toma mais". Uma vida consagrada é uma vida de gozo, uma vida de poder. Se uma pessoa não se consagra a Deus, não só peca mas também carece de poder.

8. Estimar a iniquidade e não se arrepender de pecados que devem ser confessados

Muitas pessoas puseram um fim a muitos desses assuntos, mas em seu coração não estão dispostas a reconhecer que as coisas que têm eliminado são pecados. De acordo com Salmos 66:18, eles têm "guardado a iniquidade" (IBB-Rev.) no coração. O coração deles ama esses pecados e, portanto, eles não estão dispostos a abandoná-los. Não só têm o desejo mas também certo apreço por essas coisas; têm consideração por elas e se recusam a deixá-las. Há uma estima secreta pelo pecado, um coração que resiste a reconhecer os pecados como tais. Ainda que nunca reconhecêssemos nosso amor por essas coisas e ainda que nossos lábios jamais dissessem que as amamos, nosso coração vai atrás delas antes que nossos pés as sigam. Muitas vezes o pecado não é uma questão de comportamento exterior, mas de um amor no coração. Se temos iniquidades que estimamos em nosso coração, necessitamos vencê-las.
Irmãos e irmãs, por quantos pecados nosso coração ainda sente apego? Quantos pecados ainda não temos trazido à luz? Se temos algum pecado, temos de vencê-lo. A menos que os vençamos, não poderemos prevalecer sobre eles.

Extraído do livro: A vida que vence