domingo, 25 de janeiro de 2015

A MESA DO SENHOR DESCREVENDO A ECONOMIA DE DEUS


À medida que entramos nos detalhes, vamos perceber que todos os elementos da economia de Deus estão na mesa do Senhor. Por exemplo, Marcos 14:22 diz: “E, enquanto comiam, tomou Jesus um pão e, abençoando-o, o partiu e deu-lho, dizendo: Tomai; isto é o Meu corpo.” Esse é o dispensar divino!
Nos primeiros dias, os crentes não iam meramente a uma reunião e participavam do conteúdo da mesa do Senhor. A prática comum era ter primeiro uma refeição. O Senhor instituiu Sua mesa segundo a refeição da Páscoa, e os crentes continuaram essa prática comendo a ceia antes da mesa do Senhor. Ao final da refeição, eles provavelmente punham de lado os pratos e então punham o pão e o cálice à mesa e lembravam-se do Senhor.
Marcos 14:22 implica na economia e dispensação completas do Deus Triúno. Cinco frases são bem significativas: pegou o pão, abençoou-o, partiu-o, deu-o e tomai. Pegar o pão implica em Sua encarnação; Sua bênção sobre o pão implica em Seu viver humano bendito; partir o pão implica em Sua crucificação; dar o pão implica em ressurreição. Sua ordem para tomar o pão implica em Ele habitar em nosso interior. Essa é a economia de Deus. Quando temos esse tipo de visão, nossa abordagem à mesa do Senhor fica totalmente diferente. Precisamos de treinamento e aperfeiçoamento, não meramente ter uma boa reunião da mesa do Senhor, mas ter uma reunião da mesa que satisfaça ao Senhor. Tal mesa se torna para nós um verdadeiro des­frute, e também tem uma parte de preparar o novo homem para a volta do Senhor. De fato, à mesa do Senhor anunciamos Sua morte “até que Ele venha” (1 Co 11:26). A Nova Jerusalém será então a mesa do Senhor final e máxima. Vamos despender a eternidade à mesa do Senhor com o Deus-Cordeiro no trono, com o rio da água da vida fluindo e com a árvore da vida. A Nova Jerusalém será um memorial eterno, uma lembrança perenal do Senhor. 

Extraído do livro: A Ceia do Senhor - um símbolo da 
Economia Neotestamentaria de Deus

sábado, 24 de janeiro de 2015

SUA REDENÇÃO

1. Oh! que doce história do amor de Jesus:
Deixou Ele a glória e morreu sobre a cruz!
Sofreu o castigo em nosso lugar,
Logrou redenção para assim nos livrar.

Exultai, exultai, consumado está!
Ao Senhor, o louvor pela graça sem par!
Oh! nós entoamos infindo louvor
Ao nosso glorioso Jesus Salvador!

2. Que maravilhosa é a redenção!
O sangue de Cristo nos traz o perdão.
Jesus já cumpriu a justiça de Deus;
Estão mui contentes os homens e Deus.

3. Fulgente é a glória de Cristo, o Senhor;
Jesus, nome excelso, tão superior!
É Rei coroado de glória e poder,
E digno de todo louvor receber.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Cânticos 2:8 - 3:8

Esta é a voz do meu amado; ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros. O meu amado é semelhante ao gamo, ou ao filho do veado; eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, espreitando pelas grades. O meu amado fala e me diz: Levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem. Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi; Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira já deu os seus figos verdes, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem. De noite, em minha cama, busquei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o, e não o achei. Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade;pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma;busquei-o, e não o achei. Acharam-me os guardas, que rondavam pela cidade;eu lhes perguntei: Vistes aquele a quem ama a minha alma? Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma; agarrei-me a ele, e não o larguei, até que o introduzi em casa de minha mãe, na câmara daquela que me gerou. Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o meu amor, até que queira. Quem é esta que sobe do deserto, como colunas de fumaça, perfumada de mirra, de incenso, e de todos os pós dos mercadores? Eis que é a liteira de Salomão; sessenta valentes estão ao redor dela, dos valentes de Israel; Todos armados de espadas, destros na guerra; cada um com a sua espada à cinta por causa dos temores noturnos.




CHAMADA PARA SER LIBERTA DO EGO PELA UNIÃO COM A CRUZ

Leitura Bíblica: Cântico dos Cânticos 2:8—3:5


        Em Cântico dos Cânticos 2:8—3:5 a amada de Cristo é chamada por Ele para ser liberta do ego pela sua união com a cruz. Este é o segundo estágio na experiência da amada de Cristo. Três palavras importantes nos ajudam a interpretar esta seção: a cruz, o ego e a introspecção.
A cruz é denotada pelas fendas dos penhascos e o esconderijo das rochas escarpadas (2:14). Estes são lugares de refúgio, mas eles são ásperos, e poucos estariam dispostos a irem lá. As fendas dos penhascos e o esconderijo das rochas escarpadas significam seguramente a cruz como o lugar de refúgio para o homem caído. O lugar mais seguro para nós estarmos é a cruz.
Embora não tenha nenhuma figura do ego em Cântico dos Cânticos, de acordo com a experiência Cristã ele é manifestado no segundo estágio. No primeiro estágio, a amada de Cristo O procura, recebe ajuda na comunhão no interior da recâmara, e entra na vida da igreja onde ela experimenta transformação. Ela entra no descanso e gozo de Cristo pela sua completa satisfação. Então o ego se manifesta, e a amada de Cristo começa a só querer ser perfeita. Isto é o ego.
O ego é muito sutil. Em Mateus 16, depois que o Senhor Jesus desvendou o caminho da cruz para o cumprimento da economia de Deus, Pedro mostrou seu amor pelo Senhor dizendo, "Tem compaixão de ti, Senhor! Isso de modo algum te acontecerá!" (v. 22). Pedro pensou que isso era a sua própria palavra. De fato, Pedro falou pelo seu ego que tinha se tornado um com Satanás. O Senhor Jesus reprovou Pedro que disse, "Arreda! Satanás!" (v. 23a). Então o Senhor falou sobre negar o ego (v. 24). Isto revela que o ego é a humanidade satânica; é o homem possuído e usurpado por Satanás. Como resultado, o homem em sua humanidade caída só se preocupa consigo mesmo. Porque tudo é para ele, o egoísmo é visto em todos os tipos de relacionamentos — entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre patrões e empregados.
Nós não deveríamos pensar que podemos ser tão espirituais que já não temos mais problemas com o ego. Até mesmo a amada de Cristo, aquela que anseia por Ele, O busca, e O recebe, ainda está preocupada com o ego. Nós ainda temos uma parte de nós que é caída e satânica, e esta parte permanecerá conosco até que nosso corpo físico seja redimido, isto é, até que nós tenhamos sido redimidos ao máximo da velha criação. Esta era até mesmo a situação do apóstolo Paulo. Ele tinha recebido tantas visões e revelações, contudo ele percebeu que ele ainda estava na humanidade caída (2 Cor. 12:7). Embora também nós ainda estejamos na humanidade caída, não deveríamos viver nela e não deveríamos viver por ela.
Conforme nós veremos quando chegarmos ao final de Cântico dos Cânticos, a amada de Cristo eventualmente sente saudades, porque ainda está na velha criação. Ela deseja ser perfeitamente como Cristo que não tem nada absolutamente a ver com qualquer coisa da velha criação. Ela foi restaurada por Deus para ser uma nova criação, contudo, de acordo com a economia de Deus, Deus permitiu que uma parte da velha criação permanecesse com ela.
Nós podemos ter algum sucesso ao buscar Cristo e podemos atingir certa medida de satisfação. Entretanto, nós podemos perguntar, "Como eu posso manter isto? Como eu posso me manter nesta condição?" Neste momento o ego entra.
O ego surge de debaixo da falsa capa da introspecção. De fato, o ego é constituído com introspecção. Introspecção é se observar olhando para dentro de você. A Bíblia nos ensina a sempre olhar para Jesus (Heb. 12:2). Nós não deveríamos olhar para nós mesmos. Nosso ego não é merecedor de olharmos para ele. Não obstante, toda pessoa espiritual que atinge uma situação de satisfação em Cristo, eventualmente cai em introspecção, não somente ao observar o ego, mas também analisá-lo. Quando eu era um jovem crente, eu freqüentemente olhava muito para mim. Eu não gostava de fazer qualquer coisa que não glorificasse o Senhor. Mas de fato eu não estava preocupado com o Senhor; eu estava preocupado comigo mesmo e com o que os outros pensariam de mim. Olhar desta maneira para dentro de nós mesmos é a maior derrota na vida espiritual e o maior sucesso do inimigo.
Ao ajudar os outros que estão buscando ser espirituais, nós podemos encorajá-los a orar e confessar suas faltas ao Senhor. Tal oração e confissão são normais. Porém, em alguns casos nós deveríamos encorajar os outros a parar de confessar e simplesmente crer que o sangue de Jesus límpa-os e que Deus é fiel e justo para perdoá-los (1 João 1:7, 9), lembrando-os de que Deus é fiel para honrar a redenção de Cristo.
Quando nós somos introspectivos, nós podemos confessar a mesma questão vez após vez, pensando que quanto mais nós confessarmos, mais perdão nós receberemos. Este tipo de confissão vem do ego satânico; é o resultado de se analisar em coisas espirituais. Somente a cruz de Cristo pode nos libertar de tal situação causada pela introspecção. Portanto, nós precisamos ser chamados para ser libertos do ego pela nossa união com a cruz. Quando nós nos tornamos um com a cruz, nos escondendo nas fendas dos penhascos e no esconderijo das rochas escarpadas, nós seremos libertos do ego.

Extraído do Estudo-Vida de Cânticos dos Cânticos


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O Filho com o Pai, pelo Espírito: a Corporificação do Deus Triúno



O Deus Triúno é revelado no Novo Testamento primeiro como o Filho de Deus em Sua humanidade, Jesus Cristo. Devemos compreender, no entanto, que ao vir o Filho, Ele não veio sozinho, deixando o Pai no trono. Esta é uma ideia errônea, surgida do ensino do triteísmo. Os que tem tal conceito usam Mateus 3:16-17 como base para sua crença. Nesses versículos, o Filho saiu da água, o Espírito desceu sobre Ele e o Pai falou-Lhe. Está claro que esses versículos demonstram que o Pai, o Filho e o Espírito existem simultaneamente. Os triteístas, no entanto, dão demasiada enfase para os três na Trindade, e consideram o Pai como um Deus, o Filho como outro Deus e o Espírito como o terceiro Deus.  Muitos de nós tiveram acesso a este conceito de que há três Deuses, e inclusive agora podemos mante-lo em nosso inconsciente ou subconsciente.
O Novo Testamento revela que quando o Filho de Deus veio, Ele veio com o Pai (Jo 8:29; 16:32). O Filho dizia que nunca estava só nesta terra, porque o Pai estava com Ele todo tempo. O Filho estava com o Pai e pelo Espírito. Mateus 1:18 e 20 nos diz que Maria “achou-se grávida pelo Espírito Santo” (lit.) e “o ente que nela foi [gerado] é do Espírito Santo”. O Espírito Santo era, foi a própria essência divina que constituiu a concepção de Jesus. O Ente que nasceu da virgem Maria e foi chamado de Jesus tinha a essência divina em Seu ser; esta foi a razão pela qual Ele nasceu, não meramente como um homem, mas  como o homem-Deus. Era o Deus completo e o Homem perfeito porque a essência divina era Sua constituição. Portanto, o Filho veio na carne com o Pai e através do Espírito.
Também, o Filho com o Pai, e pelo Espírito vieram para ser a corporificação do Deus Triúno (Cl 2:9). Esta Pessoa é o Deus Triúno corporificado. Não considerem que o Filho estava só, separado do Pai ou do Espírito. Conforme a revelação de toda a Bíblia, o Pai, o Filho e o Espírito coexistem e são co-inerentes desde a eternidade passada até a eternidade futura. Coexistir significa existir juntos ao mesmo tempo. Ser co-inerentes significa existir um dentro do outro, ou seja morar um no outro. Quando o Senhor Jesus disse a Felipe que Ele estava no Pai e que o Pai estava Nele, falava de serem co-inerentes. É fácil mostrar a co-existência de três coisas. Todavia, é mais difícil demonstrar a co-inerência de três coisas. Que maravilhoso é que os três da Deidade coexistem e são co-inerentes de eternidade  a eternidade!
Quando Jesus andava na terra, Ele não estava separado do Pai, tendo deixado o Pai no céu, e Ele não estava separado do Espírito, tendo deixado o Espírito como uma pomba que voava no céu. Ele era o Filho que vivia em Sua humanidade com o Pai e pelo Espírito. O Filho com o Pai e pelo Espírito é a corporificação do Deus Triúno em Jesus Cristo. Isto é confirmado em Colossenses 2:9: “pois Nele habita corporalmente toda a plenitude da Deidade”. A Deidade é o Pai, o Filho e o Espírito. Toda a plenitude da Deidade triuna habitava corporalmente nesse Homem Jesus Cristo; assim,  esse Homem era a corporificação do Deus Triúno como o Filho, com o Pai e pelo Espírito.
Essa corporificação do Deus Triúno é o tabernáculo de Deus e também o templo de Deus. No Antigo Testamento, tanto o tabernáculo com o templo eram tipos de Jesus Cristo. João 1:14 nos diz que a *Palavra tornou-se carne e tabernaculou entre nós. Isso indica que a humanidade de Jesus era um tabernáculo para corporificar Deus. Além disso, em João 2:19 e 21 o Senhor nos diz que o Seu corpo era o templo de Deus. Essa corporificação do Deus Triúno também viveu a vida de Deus. Ele não viveu a vida de nenhuma outra coisa. Ele não viveu a vida de um anjo ou de um bom homem. Ele viveu a vida de Deus porque Ele era a corporificação de Deus. Ele não podia viver nenhuma outra vida, e não tinha vivido nenhuma outra vida. Ele teria que viver a vida única de Deus para que a expressão de Deus se desenvolvesse para ser o reino de Deus. Os quatro evangelhos nos revelam que a vida que vivia essa Pessoa era a vida de Deus. Os quatro Evangelhos também nos remetem frequentemente ao Reino de Deus. Muitos de nós não compreendem a fundo o que é o reino. O reino de Deus é uma Pessoa (Lc. 17:21) e o desenvolvimento desta Pessoa maravilhosa (Mc. 4:3, 26).
Tudo isto é encontrado nos quatro Evangelhos como a iniciação. A palavra iniciação significa ter um começo que introduz toda a situação para dentro de uma nova esfera. Nos quatro Evangelhos há um novo começo, uma nova era e uma nova dispensação. Os Evangelhos são uma iniciação para introduzir toda a situação para uma nova esfera. Os Evangelhos falam do Filho que vive a vida de Deus com o Pai pelo Espírito para ser a corporificação do Deus Triúno em Jesus Cristo como o tabernáculo de Deus e o templo de Deus a fim de evoluir-se para ser o reino de Deus.

Extraído do livro: A Economia de Deus
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*NT - em espanhol usa-se Verbo. Porém, utilizamos a base bíblica conforme a Versão Restauração em português, pois foi traduzida do original grego.

domingo, 18 de janeiro de 2015

NOSSA ATITUDE AO NOS ACHEGARMOS À MESA DO SENHOR


Sinto o encargo de que o Senhor renove Sua ceia e a reviva em Sua restau­ração. Podemos ter-nos chegado à ceia do Senhor centenas de vezes, mas talvez nos anos mais recentes ela não tenha sido tão aprazível. Tal sensação em nós pode refletir o sentimento do Senhor de Ele também não estar satis­feito. Pode indicar que a mesa do Senhor não está ao nível de Sua satisfação. Primeira Coríntios 11:24-25 mostra que a ceia do Senhor deve ser “em memória de Mim”, mas em muitas de nossas reuniões da mesa do Senhor, Ele pode não ter sido o foco e o centro de nossa lembrança. Os santos que não foram educados, treinados ou aperfeiçoados com respeito à mesa do Senhor podem pedir hinos que nada têm a ver com a mesa do Senhor, que podem nos desviar do próprio Senhor. O irmão Lee diz:
Se estudarmos e orarmos sobre esses pontos a cerca da mesa do
Senhor, vamos descobrir quão significativa e importante é a
mesa, e isso vai fazer sermos cheios de louvor e graças ao Senhor
pela Sua mesa. Nossa conduta e funcionamento à mesa do
Senhor depende de nossa compreensão sobre ela. Assim, precisamos
compreender os diferentes aspectos da mesa do Senhor e o
sentido do pão e do cálice. 
(The Collected Works of Witness Lee1964, vol. 3, p. 26). 

Nossa conduta numa reunião é muito importante. Numa reunião de evan­gelho, todo o nosso ser deve ser voltado para o evangelho: nossas orações, nossa alma e nossa mente devem todos estar focados no evangelho. Quando nos sentamos na reunião, devemos orar para que o Senhor subjugue os pecadores e os livre da escravidão de Satanás de modo que sejam salvos e batizados. Mesmo antes de irmos a uma reunião de oração, devemos ter a atitude de que vamos orar com fé em Deus para amarrar, desligar e mover montanhas. Numa reunião de oração, a maneira de nos sentarmos indica nossa atitude, se estamos lá para orar ou meramente ouvir os outros orarem. O irmão Lee mostrou que quando oramos, devemos nos sentar na ponta da cadeira. Quando vamos a uma reunião de profecia, devemos estar preparados em nosso espírito, mente e desejo para falar Cristo, expressá-Lo e anunciá-Lo para dentro dos crentes. Todo o nosso ser deve ser exercitado dessa forma.
A mesa do Senhor é na verdade uma mesa e não uma reunião. É uma ceia, uma refeição. Aquele que nos convidou para essa refeição é o Senhor Jesus, que é o anfitrião e até mesmo a própria ceia. Pode haver entre nós falta de uma reverência adequada e não religiosa, para com a mesa do Senhor. Nessa circunstância, devemos deixar de lado todas as nossas preocupações pesso­ais. O Senhor nos convidou para uma refeição, está assentado à cabeça da mesa e somos os convidados honrados pelo Seu convite. Mais que isso, somos aqueles que crêem Nele e somos filhos do Pai. Isso é até mais hon­roso que ser convidado para comer com o Presidente da República no Palácio do Planalto. Estar presente à mesa do Senhor é estar no Santíssimo lugar, estar face a face com o Senhor Jesus. Somos pessoalmente convidados a esta mesa toda semana.
Em nosso sentimento e atitude, precisamos nos preparar para aquela refeição. Se fôssemos ver o Presidente no Palácio do Planalto, estaríamos agi­tados mesmo antes de entrar pelo portão, mas à mesa do Senhor, podemos não ter a sensação adequada de admiração, reverência e honra. Não estamos dizendo que devíamos ser reverentes de uma forma religiosa; pelo contrário, devemos liberar nosso espírito, louvar o Senhor e exercitar todo o nosso ser. Nossa atitude à mesa do Senhor, a maneira de nos comportarmos, nossa postura, deve ser de alto nível, profunda e de deferência. Precisamos ter uma mudança na forma de praticarmos a mesa do Senhor. Isso não é uma questão de meramente mudarmos nosso comportamento. Tal mudança deve ser o resultado de nossa compreensão e percepção do sentido da mesa do Senhor. Em outras palavras, precisamos de revelação. 

Extraído do livro: A ceia do Senhor —  um símbolo da 
Economia Neotestamentaria de Deus

sábado, 17 de janeiro de 2015

SEU NOME

1. O Senhor, daqueles que O invocam, perto está;
Se O invocamos, Ele Seu vigor nos dá.
A Jesus buscando, sempre pronto se nos faz;
Seu nome invocar, oh! que consolo que nos traz!

Jesus! nome tão bom! Este nome dá vida a nós!
Vitorioso, glorioso, exaltado, que nome é!
Jesus! Força nos dá, este nome consolador!
Para inspirar, sempre invocar,
Oh! que nome! Senhor Jesus!

2. A Jesus invoque, salvo então você será,
“Ó Senhor Jesus” e Ele o libertará!
Tome agora assim o cálice da salvação;
Provê-nos o Seu nome grandiosa salvação.

3. Ao Senhor, judeus e gregos, todos são iguais,
Aos que O invocam, o Seu rico ser lhes traz.
Ó Senhor Jesus, que alegria é Te invocar!
Ao respirar Teu nome quanto gozo nos vens dar.

4. Desfrutamos sempre o Deus da nossa salvação
E invocamos o Seu nome em toda situação.
Invocar Seu nome em todo o meu viver eu vou,
Porque os Seus ouvidos para mim Ele inclinou.

5. Invocamos o que é digno de total louvor;
Nosso grato coração adora o Senhor.
Oh! sigamos a justiça, a fé, a paz, o amor

Co’os que de puro coração invocam o Senhor!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

1 João 1:1-10


O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra. E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A TERRA CONTROLA O CÉU



No versículo 18 de Mateus 18, o Senhor diz: “Em verdade vos digo: Tudo o que amarrardes na terra, terá sido amarrado no céu, e tudo o que soltardes na terra, terá sido solto, no céu”. Que há de especial nesse versículo? O especial é que deve haver um mover sobre a terra antes que haja um mover no céu. Não é o céu que amarra primeiro, mas é a terra. Não é o céu que solta primeiro, mas é a terra. Depois que a terra amarra, o céu amarra; depois que a terra solta, o céu solta. O mover no céu é controlado pelo mover na terra. Tudo o que é contrário a Deus tem de ser amarrado, e tudo o que está em harmonia com Deus tem de ser solto. Amarrar ou soltar tudo o que deve ser amarrado ou solto precisa ser algo iniciado na terra. O mover sobre a terra precede o mover no céu. A terra controla o céu.
Podemos ver como a terra controla o céu a partir de alguns casos no Antigo Testamento. Quando Moisés estava no monte, os israelitas venciam cada vez que ele levantava as mãos, e os amalequitas venciam cada vez que ele as abaixava (Êx 17:9-11). Quem decidiu a vitória ao pé do monte? Deus ou Moisés? Irmãos, temos de ver o princípio com que Deus trabalha e a chave para o Seu mover. Deus não pode fazer o que quer a não ser que o homem o queira. Não podemos fazer com que Deus faça o que Ele não quer, mas podemos impedi-Lo de fazer o que Ele quer. A vitória foi decidida por Deus no céu, contudo diante dos homens foi decidida por Moisés. De fato, Deus no céu queria que os israelitas vencessem, mas se Moisés na terra não tivesse levantado as mãos, os israelitas teriam perdido. Quando ele levantou as mãos, os israelitas venceram. A terra controla o céu.
Ezequiel 36:37 diz: “Assim diz o SENHOR Deus: Ainda nisto permitirei que seja eu solicitado pela casa de Israel: que lhe multiplique eu os homens como um rebanho”. Deus tinha o propósito de multiplicar o número da casa de Israel para que os israelitas crescessem como um rebanho. Os que não conhecem a Deus dirão: “Se Deus quisesse multiplicar o número dos israelitas como um rebanho, Ele poderia simplesmente fazê-lo. Quem poderia impedi-Lo?” Mas esse versículo diz que isso deveria ser solicitado a Deus antes que Ele o fizesse. Esse é um princípio claro. Mesmo que Deus decida a respeito de um assunto, Ele não o fará imediatamente. Ele somente multiplicaria a casa de Israel depois que eles Lhe solicitassem. Ele quer que a terra controle o céu.

Isaías 45:11 traz uma palavra mais específica: “Assim diz O SENHOR, o Santo de Israel, aquele que o formou: Perguntai-me as coisas futuras; demandai-me acerca dos meus filhos, e acerca da obra das minhas mãos” (VRC). Irmãos, essa palavra não é mais específica? Quanto aos filhos e à obra de Sua mão, Deus diz que podemos demandá-Lo [mandar]. Nós teríamos medo de usar a palavra “mandar”. Como o homem poderia mandar em Deus? Todos os que conhecem a Deus sabem que o homem não pode orgulhar-se diante Dele. Mas, o próprio Deus diz: “Demandai-me acerca dos meus filhos e acerca da obra das minhas mãos”. Isso é a terra controlando o céu. Não significa que podemos mandar Deus fazer o que Ele não deseja. Antes, significa que podemos mandar Deus fazer o que Ele quer fazer. Essa é a nossa posição. Depois que conhecemos a vontade de Deus, podemos dizer-Lhe: “Deus, queremos que Tu faças isso. Estamos decididos que deves fazê-lo. Deus, Tu tens de fazê-lo”. Podemos proferir orações fortes e poderosas como essa diante de Deus. Temos de pedir a Deus que abra nossos olhos para ver o tipo de obra que Ele está fazendo nesta era. Nesta era, toda a Sua obra baseia-se nessa posição. O céu pode desejar realizar algo, mas não o fará sozinho; ele espera que a terra o faça primeiro, e, então, o faz. Embora a terra esteja em segundo lugar, ela, ao mesmo tempo, também tem o primeiro lugar. A terra deve mover-se antes do céu. Deus quer que a terra mova o céu.

Extraído do livro: O Ministério da Oração da Igreja

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Consciência da Vida de Deus



Depois que uma pessoa aceitou o Senhor, dizemos não somente que ela é salva, mas também que tem sido regenerada. Isto significa que este homem agora tem nascido de Deus; que tem recebido uma nova vida Dele. Entretanto, isto é algo difícil de explicar. Como ele sabe que tem a vida de Deus? Como saberão os demais que ele tem a vida divina? Como saberá a igreja que ele tem a vida de Deus? A presença da vida divina é provada pela consciência desta vida. Se a vida de Deus está nele, ele também deve ser consciente desta vida.


O que é a consciência desta vida? Um cristão que tem sido derrotado pelo pecado sente-se profundamente afetado e intranquilo. E isto é um aspecto desta consciência. Ele se sente intranquilo quando peca. Ele se dá conta imediatamente de que há um véu entre ele e Deus depois de haver pecado, e perde seu gozo interior. Tais manifestações são aspectos da consciência desta vida, porque, visto que a vida de Deus odeia o pecado, uma pessoa que tem a vida de Deus apresenta necessariamente uma certa reação diante do pecado. O fato de possuir este sentimento da vida é prova de que se possui a vida.

Tendo a vida de Deus, a pessoa não somente se dá conta de seus pecados (o lado negativo), mas também conhece a Deus (o lado positivo); porque o que recebemos não é o espírito de um escravo, mas o espírito característico de um filho. Sentimos, de maneira natural, que Deus é acessível e que o chamar-Lhe "Aba, Pai" é algo doce (Gl 4:6). O Espírito Santo dá testemunho a nosso espírito que nós somos filhos de Deus (Rm 8:16). O conhecer a Deus como Pai é, portanto, a consciência interior desta vida divina.

Extraído do livro: O corpo de Cristo, uma realidade