Um problema muito sério com o cristianismo de hoje é a sua complexidade: ele engloba coisas demais. Muitas pessoas concebem-no como uma multidão de cristãos possuindo uma multidão de qualidades iguais a Cristo; este tem tal amor, aquele tal paciência, aquele outro tal humildade. Como cobiçamos aquelas virtudes! Assim, saímos em busca delas.
Porém, jamais foi intenção de Deus que devamos nos tornar possuidores de uma variedade de dons e graça; Sua intenção era que entrássemos em nossa herança em Seu Filho. Ele nos apresenta uma Pessoa, não uma porção de coisas espirituais. O fracasso em aprender esse fato é a causa de tantas quedas nas vidas de Seus filhos.
Quando os incrédulos se tornam cônscios de que são pecadores e vêm a saber que aqueles são o tipo de pessoas que Cristo salva, eles vêm a Ele para a salvação e ingressam numa experiência da Sua graça salvadora. Entretanto, mais cedo ou mais tarde eles descobrem que esta experiência não vai de encontro a todas as suas necessidades; assim, eles vêm com mais uma petição e têm uma experiência mais. Com cada nova consciência de necessidade, eles pedem algo novo para juntar ao seu estoque de coisas espirituais. Hoje eles oram por isto, amanhã por aquilo, o dia seguinte por outra coisa. As coisas pelas quais eles oram continuam a aumentar mas mesmo que recebam tudo o que pedem, jamais preenchem totalmente sua necessidade.
No propósito de Deus, Cristo não só é Dador de tudo o que precisamos, mas Ele é tudo o que precisamos. Reconhecer isso é o que produz o cristianismo vital em contraste com o cristianismo conforme é comumente concebido, com sua ênfase em coisas externas.
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